Entre nostalgia e desgaste: “Pânico 7” chega aos cinemas sob polêmicas e críticas divididas

A franquia retorna com Sidney Prescott, mas roteiro previsível e polêmicas de bastidores geram opiniões divergentes

Por Redação TMC | Atualizado em
Ghostface, vilão da franquia Pânico, corre com uma faca na mão
(Foto: Divulgação/Paramount)

A sétima sequência da franquia “Pânico” estreou nesta quinta-feira (26/02) trazendo de volta Sidney Prescott, interpretada por Neve Campbell, três décadas após o início da saga de terror criada por Kevin Williamson. Com a estreia, a produção dividiu a crítica internacional, alternando entre elogios pontuais e críticas duras.

Segundo os agregadores Rotten Tomatoes e Metacritic, o filme abriu com apenas 43% de aprovação da crítica, figurando como a pior avaliação da franquia em 30 anos, superando negativamente o antigo recorde de baixa de “Pânico 3” (45%).

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A principal crítica negativa aponta falta de inovação e repetição da fórmula clássica:

  • O roteiro foi considerado previsível e básico, segundo a Variety, que avaliou o filme como “voltando ao básico”.
  • A motivação do assassino Ghostface foi vista como fraca ou clichê, e o longa teria abusado da nostalgia para compensar a ausência de novidades.
  • Para o The Hollywood Reporter, “a narrativa mecânica transforma o filme em uma maratona cansativa, apesar das cenas violentas”.

Apesar disso, alguns críticos destacaram pontos positivos:

  • Neve Campbell foi apontada como peça central do filme, trazendo “peso, história e credibilidade emocional”, segundo a LA Times.
  • A cena de abertura (cold open) e a violência gráfica foram elogiadas por sua execução técnica e impacto.
  • O retorno de Courteney Cox e a inclusão de novos atores trouxeram momentos de diversão e alívio cômico.

Kristy Puchko, da Mashable, destacou que a mistura de elenco veterano e jovem cria uma energia irreprimível, tornando o filme “incrivelmente e descaradamente divertido” em certos momentos, mesmo com falhas no enredo.

Trama e polêmicas nos bastidores

Em “Pânico 7”, Sidney Prescott volta a ser alvo do assassino Ghostface, agora perseguindo também sua filha, Tatum (Isabel May). O filme explora a tensão entre passado e presente, mas enfrenta críticas por ser menos criativo nas mortes e sustos, e por depender da nostalgia para engajar o público.

Nos bastidores, a produção de “Pânico 7” enfrentou diversas polêmicas, incluindo a saída de diretores anteriores e mudanças no elenco, como as de Melissa Barrera e Jenna Ortega, além de disputas salariais envolvendo Neve Campbell, que esteve ausente de “Pânico VI”. O retorno de Kevin Williamson como diretor e roteirista buscou resgatar a essência da franquia, mas sem trazer grandes inovações ao enredo.

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Apesar das críticas mistas, a estreia promete arrecadar entre US$ 40 milhões e US$ 45 milhões no primeiro fim de semana, mostrando que a franquia ainda desperta interesse do público, mesmo com debates sobre cansaço e repetição da fórmula clássica.

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