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‘O Agente Secreto’ teve dinheiro público? Indicação ao Oscar reacende debate sobre incentivo à cultura

Longa de Kleber Mendonça Filho recebeu apoio do Fundo Setorial do Audiovisual e disputa quatro categorias neste domingo (15/03)

Por Redação TMC | Atualizado em
O Agente Secreto estreia nos cinemas brasileiros dia 6 de novembro
Câmera Fotográfica O filme é uma das apostas nacionais para o Oscar 2026 (Foto: Victor Jucá/Divulgação via Agência Brasil)

Às vésperas da cerimônia do Oscar, que ocorre neste domingo (15/03), as quatro indicações do filme brasileiro “O Agente Secreto” voltaram a colocar o cinema nacional em evidência no cenário internacional. Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, o longa também ganhou destaque nas plataformas digitais e figurou entre os conteúdos mais assistidos da Netflix no Brasil nos últimos dias.

O desempenho da produção fora do país também chama atenção. O filme já soma cerca de R$ 90 milhões em arrecadação nas bilheterias internacionais, ampliando a projeção da obra e fortalecendo a presença do cinema brasileiro no mercado global. Wagner Moura ainda disputa o prêmio de melhor ator, uma das categorias em que o longa concorre.

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Com a visibilidade gerada pela premiação, voltou ao debate no Brasil o papel das políticas públicas de incentivo cultural, especialmente no financiamento de projetos do setor audiovisual. Produções de grande porte, como “O Agente Secreto”, frequentemente contam com diferentes fontes de recursos, incluindo mecanismos de fomento previstos em lei.

No caso do filme, parte do financiamento veio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), vinculado à Agência Nacional do Cinema (Ancine). Aproximadamente R$ 7,5 milhões foram destinados à produção por meio de edital público, valor que se somou a investimentos privados e parcerias internacionais para compor o orçamento do projeto.

Especialista do setor afirma que os mecanismos de incentivo fiscal são fundamentais para viabilizar obras de maior alcance. “Os incentivos fiscais são um motor essencial para o cinema brasileiro”, afirma Vanessa Pires, CEO da Brada, empresa especializada em conectar patrocinadores a projetos de impacto. Segundo ela, além de financiar produções culturais, o modelo também permite que empresas fortaleçam sua imagem institucional e ampliem o alcance de narrativas nacionais.

O sistema previsto na Lei do Audiovisual permite que empresas direcionem parte dos impostos devidos para o financiamento de projetos culturais previamente aprovados. A lógica, segundo especialistas, é estimular a produção cinematográfica nacional, gerar empregos na economia criativa e ampliar a circulação de filmes brasileiros no mercado interno e externo.

Nesse contexto, o reconhecimento internacional de “O Agente Secreto” surge como exemplo de como recursos públicos e investimentos privados podem atuar de forma complementar, transformando projetos culturais em produções com repercussão global.

Leia mais: Oscar 2026: Onde assistir aos filmes estrangeiros que concorrem com “O Agente Secreto”

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