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Léa Garcia, floresta azul e carro enguiçado: como foi o 2º dia do Carnaval de SP

Série de apresentações foi iniciada pela Império de Casa Verde, com homenagens à resistência afro-brasileira, e terminou com pane e atraso da Camisa Verde e Branco

A segunda noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo, realizada entre a noite de sábado (14/02) e a manhã de domingo (15/02), transformou o Sambódromo do Anhembi em um palco de contrastes. A programação foi aberta pela Império de Casa Verde e encerrada, já sob a luz do dia, pela Camisa Verde e Branco, em uma jornada marcada por narrativas de ancestralidade e incidentes inesperados na pista.

A noite alternou entre momentos de grande apuro visual e tecnológico e crises que podem definir o futuro das agremiações na tabela. Enquanto algumas escolas surpreenderam pela inovação, outras lutaram contra o relógio e falhas mecânicas.

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Império de Casa Verde exalta resistência negra

A Império de Casa Verde iniciou a noite com o enredo “Império dos Balangadãs: joias negras afro-brasileiras”, focando na joalheria ancestral como símbolo de resistência durante a escravidão. A escola da Zona Norte buscou se recuperar da 11ª colocação do ano anterior, apostando em uma evolução técnica rigorosa e no simbolismo cultural dos adereços afro-brasileiros.

O desfile teve como ponto alto o carro abre-alas, que trazia o tigre, símbolo da escola, e uma escultura articulada da “mãe do ouro”, que realizava movimentos mecânicos de reza e levantamento. A agremiação demonstrou domínio rítmico ao realizar uma pausa momentânea no som, mantendo a cadência do samba apenas com o bater de palmas dos componentes.

A apresentação consolidou a proposta da escola de valorizar a história e o simbolismo da cultura negra. Localizada na Zona Norte, a agremiação utilizou sua tradição para transformar a avenida em um espaço de celebração da autonomia e da herança africana no Brasil.

Sem inibições, Águia de Ouro leva liberdades de Amsterdã para a avenida

A Águia de Ouro foi a segunda a desfilar, trazendo o enredo “Mokum Amesterdã: o voo da Águia à cidade libertária”, que conectou a cultura brasileira à capital holandesa. O desfile utilizou o conceito de um portal mágico para transportar o público a uma Amsterdã representada como centro de liberdades individuais e diversidade.

A alegoria “a cidade libertária” gerou repercussão ao exibir figuras representando profissionais do sexo do Distrito da Luz Vermelha e um grande boneco verde que emitia fumaça, simbolizando a maconha. A escola buscou capturar a essência da autonomia sobre o próprio corpo e os valores fundamentais da sociedade holandesa.

Além dos elementos polêmicos, o carro alegórico incluiu representações de casamentos homoafetivos, reforçando a temática de diversidade e autonomia individual. A apresentação foi descrita como uma festa visual que explorou as relações culturais entre os dois países através de símbolos de liberdade.

Presidente da Águia de Ouro sofre ferimento em tumulto na dispersão

Após o encerramento do desfile da Águia de Ouro, um incidente na área de dispersão causou apreensão. O presidente da escola, Sidnei Carriuolo, foi atingido na testa por um portão que estava sendo fechado por seguranças do evento. O fechamento seguiu o regulamento, mas o momento exato da passagem do dirigente resultou na colisão.

O acidente gerou tumulto e discussões entre integrantes da escola e a equipe de segurança, que alegou estar apenas cumprindo as regras estabelecidas. Sidnei Carriuolo ficou com uma marca vermelha visível na testa devido ao impacto e confirmou em entrevista que a pancada o machucou.

Representantes da Liga-SP conversaram com o presidente logo após o ocorrido para mediar a situação. O incidente ocorreu no local onde os componentes finalizam sua participação e deixam a pista, na Zona Norte da cidade.

Atriz Léa Garcia recebe belíssima homenagem da Mocidade Alegre

A Mocidade Alegre foi a terceira agremiação a desfilar, trazendo o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra” em homenagem à atriz Léa Garcia. A apresentação destacou a importância da artista como pioneira negra na televisão e no cinema brasileiros, relembrando papéis icônicos como a personagem Rosa na novela “Escrava Isaura”.

A comissão de frente contou com a participação da médica e ex-BBB Thelma Assis, que desfila na escola há 21 anos e representou a própria homenageada na avenida. O desfile explorou elementos de ancestralidade e resistência, conectando a arte de Léa Garcia às raízes da cultura afro-brasileira e ao legado de figuras como Abdias do Nascimento.

A tradicional escola da Zona Norte, detentora de 12 títulos do Grupo Especial, concluiu sua apresentação em 1 hora e 4 minutos. Embora tenha se aproximado do limite, a agremiação completou o percurso dentro do tempo regulamentar, celebrando com sucesso a trajetória da “Malunga Léa” sob o comando da rainha de bateria Aline de Oliveira.

Verde aqui não! Enredo florestal da Gaviões troca cor do rival por azul

A Gaviões da Fiel levou para a avenida o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”, abordando a criação da floresta pelo personagem Omama. No entanto, a escola corintiana chamou a atenção ao evitar completamente o uso da cor verde, devido à histórica rivalidade com o Palmeiras no futebol.

Para manter a coerência com sua tradição, a agremiação substituiu os tons naturais de elementos da floresta por azul e prateado. Essa adaptação cromática resultou em alegorias inusitadas, como um jacaré azul e um sapo amarelo, rompendo com a representação tradicional da fauna e flora.

A decisão refletiu o antagonismo entre as torcidas organizadas, sendo considerada inadequada pela escola a utilização da cor principal do rival, mesmo em um contexto carnavalesco. O segmento inicial, focado no “Tempo do Sonho”, manteve essa estética rigorosa em todas as suas peças.

Tom Maior supera pane elétrica em desfile homenageando Chico Xavier

A Tom Maior apresentou a vida e a obra de Chico Xavier, destacando sua conexão com a cidade de Uberaba. O enredo explorou elementos da espiritualidade, cartas psicografadas e a geografia mineira, com referências às tradições indígenas da região.

Durante a passagem pelo Sambódromo, a escola enfrentou um susto técnico quando o carro alegórico 2 sofreu uma pane elétrica. A iluminação da alegoria apagou completamente no momento em que a escola passava pelo recuo da bateria, causando preocupação imediata entre os componentes.

Apesar do problema técnico, as equipes da escola conseguiram reestabelecer a energia rapidamente. A Tom Maior, fundada em 1974 e tradicional no carnaval paulistano, conseguiu concluir sua apresentação dentro do tempo regulamentar, evitando penalidades severas de cronômetro.

Falhas técnicas e tempo estourado: o desastre da Camisa Verde e Branco

O encerramento da noite com a Camisa Verde e Branco foi marcado por dificuldades técnicas extremas. A última alegoria da escola saiu do eixo e ficou travada nas barras de ferro laterais da pista, imobilizando o carro pouco antes do fim do desfile.

A situação exigiu que integrantes empurrassem a estrutura manualmente em uma tentativa desesperada de liberar a pista. No caos da correria, o vice-presidente da agremiação, João Victor Ferro, machucou o pé, e a escola acabou estourando o cronômetro, finalizando em 1h06min19s.

Além dos problemas na pista, uma integrante da Velha Guarda desmaiou sobre um carro alegórico ainda na concentração devido a complicações de saúde. Com o estouro do tempo e as falhas de evolução, a tradicional escola da Barra Funda enfrenta agora um alto risco de rebaixamento na competição.

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