O Paraíso do Tuiuti abriu os desfiles do último dia do Grupo Especial na Sapucaí nesta terça-feira (17/02) com o enredo Lonã Ifá Lukumi. A agremiação da Zona Norte carioca destacou-se pelo samba-enredo e pela bateria, mas apresentou deficiências no acabamento das alegorias e na evolução durante sua apresentação.
A escola desenvolveu uma narrativa baseada na vertente religiosa afro-cubana ligada ao orixá Orunmilá, tema inspirado em obra de Nei Lopes. O carnavalesco Jack Vasconcelos construiu o enredo explorando as conexões entre Cuba e as tradições africanas, apresentando o conteúdo de forma acessível ao público.
Acesse o canal da TMC no WhatApp para ficar sempre informado das últimas notícias
O desfile aconteceu no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, com centenas de componentes distribuídos em alas e carros alegóricos que representavam elementos da tradição religiosa afro-cubana.
Na parte técnica, o Tuiuti enfrentou diversos problemas com suas alegorias. O abre-alas sofreu danos durante o percurso, enquanto o terceiro e quarto carros apresentaram falhas de acabamento, com estruturas metálicas visíveis. Estas deficiências podem resultar em penalizações na avaliação dos jurados. Outro problema aconteceu na evolução. Buracos foram vistos na avenida.
Por outro lado, o samba-enredo, considerado um dos melhores do Carnaval 2026, foi executado com perfeita integração entre o carro de som liderado por Pixule e a bateria do mestre Marcão. Um dos momentos mais aplaudidos foi quando a bateria realizou um “paradão” com a “SuperSom”.
Vinicius Antunes e Rebeca Tito, em sua estreia como primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, tiveram boa atuação na cabine de jurados. A rainha Mayara Lima também se destacou, animando o público em diversos momentos da apresentação.
Leia mais: Mayara Lima mistura samba e ritmos caribenhos em apresentação na Sapucaí
