“Pegadinhas” sem consentimento custam caro: Rafael Chocolate é condenado a indenizar vítimas

O influenciador foi condenado a pagar quase R$ 50 mil por danos morais após publicar “pegadinhas” com desconhecidos sem autorização no Centro do Recife

Por Redação TMC | Atualizado em
Em uma rua com carros estacionados, um homem de boné azul e camiseta clara dá um tapa no rosto de outro homem mais jovem, que usa mochila e camiseta branca com estampa geométrica. O jovem parece surpreso e inclina o rosto para o lado. Ao fundo, há outras pessoas caminhando e um homem com colete laranja acenando com o braço levantado. A cena ocorre em ambiente urbano, durante o dia
As decisões destacam a violação do direito de imagem e a responsabilidade de criadores de conteúdo em respeitar o consentimento de pessoas filmadas em espaços público (Foto: Reprodução/Rafael Chocolate)

O influenciador Rafael Francisco Cavalcanti da Silva, conhecido como Rafael Chocolate, foi condenado pela Justiça de Pernambuco a pagar quase R$ 50 mil em indenizações por danos morais. O youtuber foi processado após gravar “pegadinhas” com desconhecidos no Centro do Recife, sem autorização para uso de imagem.

Em um dos processos, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou o pagamento de R$ 30 mil a um homem filmado em 2019 na Avenida Conde da Boa Vista. No vídeo, Rafael cobria pedestres com um balde sem consentimento. Mesmo com o rosto borrado, o rapaz foi reconhecido por amigos e, segundo laudos médicos, desenvolveu síndrome do pânico e transtornos de ansiedade após a exposição. A sentença, da 7ª Vara Cível da Capital, já transitou em julgado, e o influenciador não pode mais recorrer.

Em outro caso, o comerciante Modou Lo de origem senegalesa, será indenizado em R$ 20 mil por ter sido filmado durante o trabalho em 2022. Segundo a decisão da 4ª Vara Cível da Capital, o vídeo foi postado no YouTube sem autorização e alcançou quase 8 milhões de visualizações. O advogado de Lo, Alex Firmino, afirmou ao G1 que o cliente ficou constrangido e passou dias sem trabalhar.

A defesa de Rafael Chocolate informou que, ao ser notificado, o influenciador removeu o trecho do primeiro vídeo e recorre da segunda decisão. “Pelo YouTube é possível editar e apagar partes do conteúdo”, disse a advogada Larissa Moura, que representa o youtuber.

As decisões destacam a violação do direito de imagem e a responsabilidade de criadores de conteúdo em respeitar o consentimento de pessoas filmadas em espaços públicos.

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