Brasileiros invadem perfil do Oscar para protestar contra derrota de “O Agente Secreto”

Centenas de pessoas comentaram na publicação da premiação nas redes sociais para manifestar insatisfação com resultado

Por Redação TMC | Atualizado em
Cassandra Kulukundis posa com o Oscar de Melhor Elenco por "Uma Batalha após a Outra" na sala de fotos do Oscar, na 98ª edição do prêmio, em Hollywood, Los Angeles, Califórnia, EUA, em 15 de março de 2026. REUTERS/Mario Anzuoni

Centenas de brasileiros invadiram o perfil do Oscar na noite deste domingo (15/03) para manifestar insatisfação com a derrota de “O Agente Secreto” na categoria de “Melhor Seleção de Elenco”.

A diretora de elenco Cassandra Kulukundis venceu na categoria pelo seu trabalho no filme “Uma Batalha Após a Outra”. Os internautas direcionaram mensagens em português à foto dela segurando a estatueta. A produção estrelada por Leonardo DiCaprio venceu a categoria estreante da premiação.

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Os fãs brasileiros classificaram o resultado como “roubo” ou “marmelada”. Os protestos aconteceram nos comentários da publicação da vencedora nas redes sociais.

Gabriel Domingues, diretor de elenco do filme brasileiro “O Agente Secreto”, não conquistou o prêmio. A produção brasileira, que acompanha a fuga do professor Marcelo durante o carnaval recifense de 1977, sob as tensões da ditadura militar, tem Wagner Moura como protagonista e havia feito história ao igualar o recorde de indicações estabelecido por “Cidade de Deus” (2004) ao concorrer em quatro categorias.

“O Agente Secreto” perde em todas as indicações

A categoria de Melhor Seleção de Elenco era estreante na premiação do Oscar. Além dessa disputa, o filme dirigido por Kleber Mendonça Filho concorreu em outras três categorias durante a 98ª cerimônia realizada neste domingo (15/03) em Los Angeles.

Na aguardada disputa de Melhor Filme Internacional, o troféu acabou ficando com o drama norueguês “Valor Sentimental”, de Joachim Trier. O resultado confirmou as previsões de revistas especializadas, como a Variety e o The Hollywood Reporter, que já apontavam o longa europeu como o vencedor iminente, em especial após o seu triunfo no Bafta britânico semanas antes.

Na concorrida corrida por Melhor Ator, Wagner Moura viu a estatueta ir para Michael B. Jordan, coroado por seu trabalho no filme “Pecadores”. A obra norte-americana, dirigida por Ryan Coogler, dominou a premiação.

Na categoria máxima da noite, a de Melhor Filme, na qual “O Agente Secreto” estabeleceu o marco de ser apenas o segundo título na história em que o Brasil disputou o prêmio principal, a vitória foi para “Uma Batalha Após a Outra”.

Ainda que o cinema brasileiro tenha deixado a cerimônia sem estatuetas, “O Agente Secreto” encerra a temporada de premiações com um legado inegável: além de prêmios de direção e ator conquistados em Cannes, o longa ostentou impressionantes 98% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes.

Somado aos números, a obra desfrutou de uma campanha calorosa e simpática que gerou um forte engajamento digital e contagiou o público estrangeiro. Essa presença massiva demonstra que, na esteira da histórica estatueta conquistada por “Ainda Estou Aqui” em 2025, o cinema brasileiro se firmou definitivamente como uma realidade muito competitiva na principal vitrine da indústria audiovisual.

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