Adriana Araújo morreu aos 49 anos, em Belo Horizonte, vítima de um aneurisma. Ela estava internada desde o sábado (28/02) no Hospital Odilon Behrens. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (02/03) nas redes sociais da mineira. Ela era mãe de Daniel Araújo, de 13 anos, e também deixa o marido, o músico Evaldo Araújo.
O velório será aberto, nesta terça-feira (03/03), de 10 às 12h na quadra da Escola Unidos dos Guaranys, no bairro São Cristóvão, em Belo Horizonte. O enterro será fechado apenas para familiares e amigos. As informações são da assessoria da cantora.
Uma das maiores vozes do samba e da nova geração da música mineira, a cantora e compositora já dividiu palco com grandes artistas como Leci Brandão, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Fabiana Cozza, Xande de Pilares, Arlindinho e Diogo Nogueira.
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A artista teve uma carreira fortemente ligada ao engajamento social e era uma importante ativista cultural. Nascida em 1976, era na comunidade da Pedreira Prado Lopes, no bairro Lagoinha, um dos grandes berços do gênero na cidade. Começou como aluna das oficinas de dança da coreógrafa Marlene Silva, pesquisadora da cultura afro-brasileira. Fez teatro e aulas de técnica vocal em projetos municipais.
A carreira na música começou profissionalmente em 2008, quando foi convidada para cantar Nasci para Cantar e Sonhar, de Dona Ivone Lara, em um show em Belo Horizonte. Com o grupo Simplicidade Samba, ganhou projeção no cenário belorizontino, ao lado do sambista e marido Evaldo Araújo.

Em 2020, saiu em carreira solo e, no ano seguinte, lançou Minha Verdade, álbum autoral com parcerias importantes, como Sérgio Pererê. O material fala da trajetória da cantora na Pedreira Prado Lopes, abordando sua relação com o samba, a vida na comunidade, como mulher negra e fala de amor e ancestralidade.
A artista foi diagnosticada com um aneurisma cerebral após passar mal e desmaiar em casa no sábado (28/02). Ela permaneceu em coma e entubada desde a entrada no Odilon Behrens, após ser socorrida em uma UPA. Segundo a equipe médica, o quadro dela era considerado gravíssimo e irreversível por conta da grande extensão do sangramento cerebral.
Graci Marques, da TMC Minas Gerais




