Steven Spielberg pede mais criatividade e menos franquias em Hollywood

Diretor afirma que dependência de franquias pode limitar o futuro do cinema e defende mais espaço para histórias originais

Por Agência JAGR | Atualizado em
Steven Spilberg sorrindo para a câmera, ele usa terno e óculos.
(Foto: Taylor Hill/FilmMagic)

O diretor Steven Spielberg voltou a chamar atenção para um problema recorrente na indústria audiovisual nos dias atuais: a falta de originalidade em Hollywood. Durante sua participação no evento CinemaCon, em Las Vegas, o cineasta afirmou que a sétima arte corre o risco de “ficar sem fôlego” caso os estúdios continuem priorizando sequências, remakes e derivados de franquias já consolidadas.

Conhecido por obras que marcaram gerações, Spielberg defendeu que o público precisa de novas narrativas para manter o interesse pela experiência cinematográfica. Para ele, apostar apenas em propriedades intelectuais já conhecidas pode limitar a criatividade e enfraquecer o futuro da indústria.

Se tudo o que fizermos forem propriedades intelectuais já estabelecidas, vamos ficar sem fôlego. Não há nada mais importante do que oferecer ao público histórias visuais, em qualquer formato, mas precisamos contar mais histórias originais”, afirma.

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A dependência de franquias preocupa Hollywood

Nos últimos anos, grandes estúdios têm investido cada vez mais em universos já estabelecidos, como sagas e adaptações de sucesso. Embora esses projetos garantam retorno financeiro mais previsível, Spielberg acredita que essa estratégia pode ter consequências negativas a longo prazo.

Segundo o diretor, a repetição de fórmulas pode gerar saturação no público. Ele destacou que histórias inéditas são essenciais para renovar o interesse das pessoas e manter o cinema relevante culturalmente.

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A importância da experiência nos cinemas

Outro ponto levantado por Spielberg foi a necessidade de valorizar a experiência nas salas de cinema. Ele elogiou iniciativas, como a da executiva Donna Langley, da Universal, que ampliam o tempo em que os filmes permanecem exclusivamente em cartaz antes de chegarem ao streaming.

Na visão do diretor, essa “janela exclusiva” é fundamental para preservar o impacto coletivo de assistir a um filme na telona. Spielberg chegou a sugerir, de forma bem-humorada, que esse período poderia ser ainda maior, chegando a 60 dias.

Novo filme promete provocar reflexões

Durante o evento, Spielberg também apresentou o trailer de seu novo longa, “Dia D”, uma ficção científica que mistura suspense e investigação. O filme acompanha uma conspiração governamental envolvendo visitantes de outro planeta, tema que dialoga com a curiosidade do diretor sobre o desconhecido. O elenco também não decepciona, nomes como Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson e Colman Domingo protagonizam o longa.

Conhecido por clássicos como E.T. – O Extraterrestre, o cineasta afirmou que a nova produção busca não apenas entreter, mas também provocar questionamentos no público. Segundo ele, o longa deve explorar a ideia de que a humanidade talvez não esteja sozinha no universo.

“Sempre fui curioso, desde que era bem pequeno, sobre o que acontecia no céu noturno. O mundo passou a aceitar melhor a ideia de que provavelmente não estamos sozinhos. Acredito que este filme vai responder questionamentos e também levar muitas pessoas a fazer ainda mais perguntas. Tudo o que você precisa, do começo ao fim, é de um cinto de segurança” , revela Spielberg.

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