A Polícia Militar elabora estratégias para lidar com o risco de superlotação na estreia de Ivete Sangalo no Carnaval de Rua de São Paulo. A apresentação acontecerá neste sábado (07/02) na avenida Pedro Álvares Cabral, entre o Parque Ibirapuera e a sede da Alesp. A São Paulo Turismo (SPTuris), organizadora do evento, não consegue precisar a capacidade exata do local.
Em reunião realizada na quarta-feira (04/02) na subprefeitura da Vila Mariana, autoridades discutiram medidas de segurança para o evento e estabeleceram um protocolo para casos de superlotação. A abertura dos portões do Parque Ibirapuera será considerada apenas como último recurso. Antes disso, serão liberados gradualmente o espaço entre o tapume e o portão do parque, os acessos do próprio circuito e o corredor de emergência.
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Durante o encontro, a PM destacou que o trio elétrico não pode parar no “funil [em frente] da ALESP”, devendo seguir diretamente até o Monumento das Bandeiras, o que poderia, segundo um representante da corporação, gerar o estouro dos tapumes e linhas de vida e ocasionar um desastre. A PM também solicitou mais gradis para controlar o fluxo de público, mas a SPTuris informou não poder atender essa demanda “por causa do contrato”. A equipe da cantora Ivete Sangalo se ofereceu para fornecer o material necessário.
Além do bloco de Ivete pela manhã, o circuito do Ibirapuera receberá no mesmo dia apresentações de Mariana Aydar e Alceu Valença, tradicionais no pré-Carnaval paulistano. Em reunião anterior, a PM havia desaconselhado a realização de três blocos no mesmo dia e local devido aos riscos de segurança envolvidos.
Os três blocos programados para o principal circuito da cidade neste sábado têm patrocínio de empresas que compraram cotas da Ambev. A cervejaria investiu R$ 29,2 milhões no contrato com a Prefeitura, além de R$ 1 milhão adicional para gestão de resíduos.
Ivete chegará ao Ibirapuera com escolta da Tropa de Choque por volta das 8h30, uma hora e meia após a abertura do circuito. A CET começará a bloquear as vias próximas aproximadamente às 3h da madrugada, prevendo a chegada de caravanas de fãs.
Para o evento, foram credenciados 1.200 ambulantes, organizados em 16 grupos com cerca de 50 pessoas cada, totalizando aproximadamente 800 trabalhadores. Às 18h “em ponto” iniciará o processo de dispersão, com um cordão formado por GCM, PM, equipes de limpeza e fiscalização conduzindo os foliões para fora da área.
A Polícia Militar manifestou oposição à instalação de um parque aquático temático da Skol próximo ao Obelisco. Durante a reunião desta semana, os policiais declararam ser “contrária à ativação” e alertaram que a fila para a atração “vai atrapalhar a entrada dos foliões”. O parque aquático comporta menos de 6 mil pessoas por dia, com tempo de permanência limitado a 30 minutos por atração.
Em reunião anterior, representantes da polícia lembraram que havia consenso de que “não seria possível haver três blocos por dia no Ibirapuera, e que o assunto deveria ser bem avaliado”. A SPTuris justificou a decisão alegando não haver outro local adequado para um bloco de grande porte.
A Prefeitura de São Paulo aumentou em 20% o efetivo da Guarda Civil Metropolitana para o Carnaval 2026, totalizando 6.464 agentes e 1.884 viaturas durante os dias de festa. O Carnaval de Rua 2026 registra recorde de 627 blocos confirmados.
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