A influenciadora Virginia Fonseca estaria sendo investigada pela Polícia Federal por suspeitas relacionadas a movimentações financeiras de empresas ligadas ao seu nome. A informação foi publicada nesta segunda-feira (02/06) pela revista Piauí, que afirma que a apuração tem como base Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo a reportagem, os investigadores buscam verificar a regularidade de operações financeiras envolvendo Virginia e empresas associadas a ela, além de analisar a origem dos recursos movimentados e a possível ocorrência de crimes financeiros, tributários ou de lavagem de dinheiro.
Entre os pontos citados pela publicação está a movimentação da Talismã Digital. De acordo com a Piauí, a empresa recebeu R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024, principalmente por meio de transferências via PIX e TED.
A revista destaca que o volume financeiro despertou atenção porque a principal empresa responsável pelos depósitos está enquadrada no Simples Nacional, regime tributário destinado a micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Leia mais: Virginia desabafa após ser vaiada e xingada no Maracanã | TMC
A reportagem também menciona dados relacionados à Wpink Suplementos Nutricionais. Conforme informações obtidas pela revista, um relatório encaminhado ao Coaf apontou que a empresa movimentou cerca de R$ 43,6 milhões em créditos e R$ 43,5 milhões em débitos entre janeiro e março de 2025. Segundo a publicação, o montante registrado teria sido considerado incompatível, em tese, com o faturamento mensal informado pela companhia.
Outro trecho da reportagem aborda a WePink Cosméticos, cuja razão social é Savi Cosméticos S.A. A Piauí afirma que o Coaf recebeu alertas sobre 190 operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e maio de 2024, somando aproximadamente R$ 502 mil.
As transações teriam sido feitas por meio de depósitos em caixas eletrônicos de diferentes agências bancárias, um padrão que, segundo a revista, chamou a atenção dos sistemas de monitoramento financeiro.
Segundo a Piauí, os representantes legais de Virginia negaram qualquer irregularidade. A defesa afirmou que as operações possuem documentação fiscal e foram declaradas aos órgãos competentes.




