Carlo Ancelotti divulgou os 26 convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026 às 18h (de Brasília). O técnico italiano revelou que fechou a lista apenas ao meio-dia, seis horas antes da divulgação.
“A lista estava mais ou menos fechada, mas sempre tem problemas”, explicou o técnico italiano em entrevista ao Jornal Nacional. “É novo fazer a lista com tanta expectativa do brasileiro. Eu sabia dessa paixão do brasileiro, como o futebol é importante.“
“Eu não sinto pressão, sinto motivação e alegria por ter a oportunidade de comandar o Brasil. Sou estrangeiro e a recepção aqui foi muito bonita. Gosto de viver aqui. O brasileiro é alegre, tem energia, parece comigo. Me sinto abraçado, acolhido”, disse na sequência.
Dentre os 26 convocados, têm: três goleiros, nove defensores, cinco meio-campistas e nove atacantes. Questionado sobre a ofensividade do elenco, Ancelotti destacou o talento dos atletas brasileiros.
“O trabalho ganha do talento apenas quando o talento não trabalha. O talento, com trabalho, não perde. O talento desse país nenhum outro tem. Essa é a história do futebol: os jogadores mais talentosos saíram desse país (Brasil)”, explicou o treinador.
“A Seleção chega para a Copa muito bem. Estamos animados. Temos a ideia de nos preparar bem no Brasil e disputar o amistoso contra o Panamá para receber o apoio do povo brasileiro. Creio que isso é importante”, também ponderou.
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O Brasil está no Grupo C junto de Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia brasileira será diante dos marroquinos no dia 13 de junho, um sábado, às 19h (de Brasília). Na visão de Ancelotti, o embate diante dos africanos será o mais importante da primeira fase.
“É o jogo mais importante. Todos os jogos são importantes, mas acho que o Marrocos é o maior rival pela primeira colocação. E o primeiro colocado tem um caminho mais tranquilo”, apontou.
A “família Ancelotti”
Em 2002, durante a conquista do pentacampeonato, o técnico Felipão emplacou a “família Scolari” para unir o elenco. Já tem se emplacado a narrativa da “família Ancelotti” e o italiano destacou que quer ter um ambiente familiar.
“Adoro ter um ambiente familiar. A logística montada pela CBF, com hotel exclusivo… É muito importante estar com a família. Mas tem o outro lado da moeda que muitos não vão ficar contentes. Às vezes você tem que tomar decisões que não vão agradar”, destacou o treinador.
“Esse (redes sociais) é um aspecto que estamos lidando na CBF. Cabe também ao jogador como se comunicar durante a Copa do Mundo”, também respondeu sobre o uso de redes sociais na Seleção.
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