Por 112 a 49, além de seis abstenções, o Conselho Deliberativo votou pela expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez do quadro associativo do Corinthians na noite desta segunda-feira (25/05).
Ao todo, 167 conselheiros marcaram presença no Parque São Jorge. Desses, 112 votaram pela expulsão e outros 49 foram contrários. Houve, ainda, seis casos de abstenções, isto é, se negaram a votar.
A torcida compareceu em peso no Parque São Jorge, superando a centena de alvinegros nos arredores da sede social do Corinthians. A reunião foi conturbada. Ex-presidente e conselheiro vitalício, Mario Gobbi tentou pelo menos três vezes convencer Leonardo Pantaleão (presidente do Conselho Deliberativo) para fazer o voto ser fechado. Porém, o cartola sustentou a votação aberta.
Além disso, houve bate-boca entre conselheiros antes da votação.
Fora do quadro associativo, Andrés Sanchez perdeu, além do seu título, os postos de conselheiro vitalício do CD e de membro nato do Conselho de Orientação (Cori). Por determinação do Ministério Público de São Paulo, o ex-presidente já estava afastado dos postos.
Por que foi julgada a expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians?
O pedido pela expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians nasceu devido à descoberta de gastos com o cartão corporativo do clube para uso pessoal durante seu terceiro mandato, que foi de 2018 a 2020. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o cartola usufruiu cerca de R$ 480 mil dos cofres do clube.
Leia mais: Diretor renuncia para votar pela expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians
Andrés Sanchez neste momento vem sendo julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por apropriação indébita – o Ministério Público de São Paulo também vem exigindo que sejam acatadas as denúncias de lavagem de dinheiro e crime tributário.
Por Marco Bello e Victor Godoy