A Copa Libertadores normalmente é dominada por gigantes do continente, mas ao longo dos anos alguns clubes brasileiros fora do eixo tradicional surpreenderam e deixaram sua marca na competição. Relembre as campanhas de equipes que, mesmo sem tanto protagonismo nacional, viveram momentos históricos no torneio.
O São Caetano é sem sombra de dúvidas o maior exemplo dessa lista. No início dos anos 2000, o clube do ABC paulista viveu seu auge. A sua primeira participação foi em 2001, quando foi eliminado para o Palmeiras nas oitavas de final, já em 2002 o time fez história, ao chegar na grande final da competição eliminando fortes equipes como o Peñarol e o América do México. Na decisão, acabou derrotado pelo Club Olimpia nos pênaltis. Em 2004, voltou a figurar entre os destaques, alcançando as quartas de final, eliminado nos pênaltis pelo Boca Juniors vice-campeão daquela edição.
Outro clube do ABC paulista que desfrutou da Libertadores foi o Santo André. Campeão da Copa do Brasil em 2004 em cima do Flamengo, o Ramalhão deixou a competição na fase de grupos, porém marcou a edição com uma vitória por 6×0 contra o Deportivo Tátchira e outra por 2×1 contra o Palmeiras.
Quem também protagonizou uma das maiores zebras da história foi o Paysandu, em 2003. O time paraense entrou para a história da competição entrando para o seleto grupo de sete equipes que já venceram o Boca Juniors dentro da La Bombonera, resultado raríssimo. Apesar do bom resultado na partida de ida das oitavas de final (0x1), a equipe acabou caindo nas oitavas de final perdendo a partida de volta por 2×4 em pleno Mangueirão. O Papão é o único clube do Norte a disputar a Libertadores.
Em 2006, duas equipes brasileiras estrearam na competição: o Paulista Futebol Clube, de Jundiaí, alcançando as oitavas de final em sua única participação, credenciado pelo título da Copa do Brasil de 2005. E também o Goiás, após se classificar como primeiro colocado do grupo C, o esmeraldino chegou até as oitavas de final, sendo eliminado pelo Estudiantes no critério de gols fora de casa.
O Criciúma Esporte Clube também teve sua oportunidade internacional após conquistar a Copa do Brasil de 1991. Sob o comando de Levir Culpi, o Tigre teve uma campanha sólida, com 6 vitórias, 2 empates e apenas 2 derrotas, além de 19 gols marcados. A equipe acabou sendo eliminada pelo São Paulo, futuro campeão, após empatar por 1 a 1 e perder por 1 a 0 no confronto decisivo.
Voltando para São Paulo, mais especificamente Campinas, temos o Guarani, que foi um dos primeiros clubes brasileiros fora do eixo tradicional a se destacar na Libertadores. Após o título brasileiro de 1978, o Bugre disputou a edição de 1979, sendo eliminado na segunda fase do torneio. Voltou em 1987, fazendo uma campanha apagada, e em 1988 teve sua melhor campanha, alcançando as quartas de final, onde acabou deixando a competição em duelo contra o San Lorenzo.
Fechando a lista, o Paraná Clube viveu seu momento mais importante no cenário continental em 2007. O clube conseguiu avançar à fase de mata-mata, mas acabou eliminado nas oitavas de final para o Olímpia do Paraguai.
Essas campanhas mostram que, mesmo fora do grupo dos grandes favoritos, clubes brasileiros considerados “alternativos” para o continente podem surpreender e protagonizar histórias memoráveis na Libertadores. O espaço para grandes histórias sempre aparece quando o assunto é Libertadores da América.
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