Corredor brasileiro ajuda competidor e vira herói na Maratona de Boston

Robson Gonçalves de Oliveira carregou engenheiro norte-americano Ajay Haridasse nos metros finais da prova no domingo com ajuda de corredor inglês

Por Redação TMC | Atualizado em
Dois corredores ajudam um terceiro na reta final da prova
Brasileiro Robson de Oliveira ajuda a carregar outro corredor na maratona. (Foto: Cj Gunther/Reuters)

O operador de máquina Robson Gonçalves de Oliveira, de 36 anos, interrompeu sua corrida para socorrer o engenheiro norte-americano Ajay Haridasse na Maratona de Boston, nos Estados Unidos. O brasileiro carregou Haridasse nos metros finais da prova na segunda-feira (20/04), com ajuda do inglês Aaron Beggs e virou o herói da tradicional corrida americana.

Oliveira desembarcou no Brasil nesta quarta-feira (22/04) e foi direto trabalhar na indústria metalúrgica onde atua em São Bernardo do Campo.

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O brasileiro estava próximo de atingir sua melhor marca pessoal quando encontrou Haridasse caído no chão. O norte-americano não conseguia ficar em pé. Faltavam entre 200 e 300 metros para o final da prova. Beggs também parou para ajudar. Os três cruzaram a linha de chegada juntos.

“Foi uma decisão muito rápida. Eu precisava de alguns segundos para bater meu melhor tempo, mas vi o rapaz caído no chão e decidi ajudar. Naquele momento, precisava da ajuda de outra pessoa. Na hora, pensei: ‘Meu Deus, se alguém parar, paro também e o ajudo’. E deu tudo certo. Conseguimos carregá-lo até o final”, disse Oliveira ao g1 e à TV Globo.

O corredor brasileiro afirmou que “esse é o espírito [da maratona] de Boston e da corrida, do esporte”. “Dois são mais fortes que um. Ainda mais depois de correr uma maratona. Deus ajudou que o inglês parou também e juntos pudemos manter o espírito do esporte”, disse.

Sem falar inglês, Oliveira conseguiu dizer apenas palavras de incentivo para que o engenheiro tivesse forças para caminhar até o final do percurso. “Eu disse pra ele: ‘up, up and walking’. Nós estávamos muito exaustos ali e eles não conseguiram dizer nada. No momento que cruzamos a linha de chegada, já tinha uma equipe médica preparada para socorrê-lo. Mas eu também desabei após cruzar a linha, porque estávamos exaustos. E a cadeira de rodas pra ele acabou ficando pra mim e depois trouxeram outra pra ele”, contou.

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Repercussão mundial

O gesto levou Oliveira a estampar a capa dos principais jornais do mundo. A mídia norte-americana passou a chamar Oliveira e Beggs de “heróis e superstar da Maratona de Boston”. O público presente na competição aclamou os dois corredores pelo ato.

“Nunca recebi tanta mensagem. Estou usando o Google Tradutor pra responder algumas. Mas vou demorar dias pra conseguir falar com todo mundo. Eu não esperava. Se Deus permitir, quero estar lá ano que vem de novo“, afirmou.

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