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BYD avalia ingressar na Fórmula 1 e pode se tornar primeira equipe chinesa da história

Fabricante considera entrada na categoria após novo regulamento aumentar importância de componentes elétricos

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: BYD/Divulgação)

A montadora chinesa BYD avalia ingressar no automobilismo. A Fórmula 1 está entre as opções analisadas pela empresa, segundo a “Bloomberg”.

O interesse da fabricante estaria ligado ao novo regulamento da categoria. As regras implementadas em 2026 aumentaram a importância dos componentes elétricos nos motores híbridos. Essa mudança técnica atraiu outras montadoras para a competição, como Audi e Cadillac.

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A BYD busca expandir a presença global da marca por meio das corridas. A companhia identifica o automobilismo como caminho viável devido à crescente adoção de motores híbridos.

Custos e alternativas

Uma temporada na Fórmula 1 custaria cerca de US$ 500 milhões para a BYD. O valor não inclui os longos períodos de negociações necessários. Os altos custos representam obstáculo para a entrada da fabricante chinesa na categoria.

Caso opte pela Fórmula 1, a empresa não definiu o modelo de participação. A BYD pode criar uma equipe nova, como fez a Cadillac. Outra opção seria adquirir uma escuderia existente, estratégia adotada pela Audi ao comprar a Sauber.

O Mundial de Endurance (WEC) também figura como alternativa. O calendário da competição inclui corridas de longa duração. Entre elas estão as 24 Horas de Le Mans.

Crescimento da F1 na China

A Fórmula 1 expandiu sua presença na China nas últimas décadas. O Circuito Internacional de Xangai recebe provas desde 2004. O país sediará uma corrida da categoria no próximo fim de semana.

A China teve seu primeiro piloto na Fórmula 1 em 2022. Guanyu Zhou disputou 68 grandes prêmios até 2024. Ele está atualmente na reserva da Cadillac.

Se a ideia avançar, a BYD se tornará a primeira equipe chinesa da história da Fórmula 1. Mohammed ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo, comentou sobre a entrada de fabricantes chinesas na categoria em entrevista ao jornal francês “Le Figaro” no ano passado. Ele demonstrou entusiasmo com a possibilidade.

“Foi meu sonho nos últimos dois anos que os grandes países tivessem uma presença na Fórmula 1. Os Estados Unidos estarão com a General Motors (Cadillac). O próximo passo é dar as boas-vindas a uma montadora chinesa. Nós já temos um piloto”, disse.

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