A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) suspendeu a brasileira Carol Solberg, referência do país no vôlei de praia, porque a atleta comemorou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante etapa do Circuito Mundial, no ano passado.
A decisão foi divulgada inicialmente pelo blog do jornalista Juca Kfouri, no UOL, e confirmada pela reportagem da TMC.
Com a suspensão, a experiente atleta não poderá disputar a primeira etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia deste ano, marcado para ser disputado entre os dias 11 e 15 de março, em João Pessoa, na Paraíba.
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Carol Solberg se manifestou publicamente sobre a prisão de Bolsonaro no dia 23 de novembro de 2025, na Austrália, durante etapa do Circuito Mundial. Ela comemorou o anúncio da detenção do ex-presidente em entrevista à organização do torneio, ainda em quadra, logo após conquistar a medalha de bronze ao lado de sua parceira Rebecca. A conquista garantiu à dupla o primeiro lugar no ranking mundial da modalidade.
A FIVB fundamentou a suspensão no Artigo 8.3 do Regulamento Disciplinar. A federação classificou a conduta da atleta como antiesportiva. O artigo caracteriza como “conduta antiesportiva” insultos, gestos, sinais ou linguagem ofensivas, demonstração de natureza não esportiva e comportamento que traga descrédito ao esporte e/ou à entidade.
“Esse é um dia incrível para mim. Estou muito feliz. E também é um dia incrível para o mundo. Ontem, no Brasil, colocamos na prisão o pior presidente da história do Brasil. Bolsonaro está na prisão e é muito importante que celebremos. Estou muito orgulhoso de ter esta bandeira agora. Jamais poderia acreditar que teríamos um presidente assim. Então é algo que temos que celebrar”, declarou a jogadora brasileira.
Em contato com a TMC, a assessoria de imprensa de Carol afirmou que a atleta não pretende se pronunciar publicamente sobre a suspensão neste momento. Nem a FIVB e nem a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) se manifestaram sobre a punição.
