Cartão, aposta e processo: Bruno Henrique vira réu por estelionato e caso de bets ganha novo capítulo

Justiça do DF aceita denúncia, atacante responderá por fraude ligada a cartão amarelo em jogo de 2023

Por Redação TMC | Atualizado em
Bruno Henrique virou réu por estelionato. (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

A Justiça do Distrito Federal decidiu, nesta quinta-feira (04/12), tornar Bruno Henrique, atacante do Flamengo, réu pelo crime de estelionato, no caso que investiga suposta manipulação de apostas em plataformas de bets envolvendo parentes do jogador. A decisão foi da 3ª Turma Criminal do TJDFT, que aceitou recurso do Ministério Público.

Justiça amplia acusações contra Bruno Henrique

O caso apura se o jogador forçou intencionalmente um cartão amarelo em partida contra o Santos pelo Brasileirão de 2023, realizada em Brasília, com o objetivo de beneficiar familiares que estavam apostando no resultado específico da advertência. Além dele, amigos e parentes também foram denunciados na investigação.

Em julho deste ano, Bruno Henrique já havia se tornado réu em primeira instância por fraude em competição esportiva, mas o juiz da época rejeitou a parte da denúncia referente ao estelionato. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão, e agora o TJDFT determinou que o atacante também responda por esse crime.

Com isso, o jogador passa a enfrentar duas frentes na Justiça: a de fraude esportiva e agora também a de estelionato, o que amplia significativamente a gravidade jurídica do caso.

A investigação tem como base cruzamento de dados de apostas, movimentações atípicas e depoimentos, indicando possível atuação coordenada para lucrar ilegalmente com o mercado de apostas esportivas.

A defesa de Bruno Henrique reagiu com dureza. Em nota enviada à Agência Brasil, os advogados afirmaram que vão recorrer da decisão. Segundo eles, a nova acusação contraria a análise fundamentada do juiz de primeira instância e representa um erro jurídico.

“O atleta recebeu com indignação a decisão que aceitou a denúncia por estelionato. Vamos recorrer para demonstrar o equívoco do Ministério Público”, afirmou a defesa.

Enquanto isso, o caso segue em andamento e pode gerar impactos esportivos, disciplinares e contratuais, além de novos desdobramentos na investigação sobre o avanço das bets no futebol brasileiro.

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