Choque-Rei: Diretor do Palmeiras rebate Rui Costa e diz que dirigente tricolor foi ‘oportunista’

O diretor executivo do São Paulo havia dito que o Palmeiras foi beneficiado por “erros crassos” de arbitragem nos últimos clássicos

Por Redação TMC | Atualizado em
Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras

O clima para o Choque-Rei deste sábado (21) esquentou de vez fora das quatro linhas. Após o diretor executivo do São Paulo, Rui Costa, afirmar em entrevista à ESPN que o Palmeiras foi beneficiado por “erros crassos” de arbitragem nos últimos clássicos, o diretor de futebol do Alviverde, Anderson Barros, rebateu as declarações de forma contundente em vídeo publicado nas redes sociais do clube.

Barros classificou a postura do rival como um retrocesso e uma tentativa perigosa de condicionar o trio de arbitragem antes do confronto direto pela liderança do Campeonato Brasileiro.

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“Acho extremamente oportunista e extremamente irresponsável quando você traz para um clássico, um grande evento, uma responsabilidade tão grande para uma única pessoa”, disparou Anderson Barros. O dirigente palmeirense enfatizou que o futebol moderno não permite mais o tipo de prática de “jogar pressão” sobre os árbitros 48 horas antes de uma partida decisiva.

Barros defendeu que a evolução do jogo depende da participação de todos os agentes — clubes, diretores e atletas — e que creditar vitórias apenas a erros externos é um desmérito à competência demonstrada em campo.

Sobre a recente semifinal do Campeonato Paulista, Barros rebateu a tese de favorecimento alegando que o único erro real daquela partida foi um pênalti marcado contra o Palmeiras. O diretor afirmou que o Alviverde venceu os últimos cinco clássicos por ser mais competente e citou exemplos de quando o clube se sentiu prejudicado, mas aceitou o resultado.

“Podemos lembrar o que ocorreu no jogo contra o Flamengo na final da Libertadores do ano passado; um erro crasso, o Pulgar deveria ter sido expulso. Perdemos, aceitamos, assumimos, curamos nossas feridas e estamos prontos de novo para competir”, pontuou.

De acordo com o diretor, o Palmeiras repudia veementemente esse tipo de postura de diretores cobrando a arbitragem publicamente antes de um jogo, classificando o ato como uma prática do passado que impede a evolução do esporte. Para o dirigente, o foco deve estar no trabalho dos atletas e na serenidade dos profissionais de campo, garantindo que o clássico seja tratado com o prestígio que merece.

A disputa deste sábado ganha contornos dramáticos, já que Palmeiras e São Paulo chegam empatados em pontos no topo da tabela, separados apenas pelo saldo de gols.

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