O formato de classificação do Campeonato Paulista 2026 ganhou protagonismo no Papo de Craque TMC 2º Tempo São Paulo. Com Palmeiras, RB Bragantino, Portuguesa e Novorizontino já garantidos no mata-mata, a matemática do torneio passou a pressionar diretamente os clubes da Série A estadual.
O cenário é claro: pelo menos um entre São Paulo, Santos, Corinthians e Mirassol ficará fora das quartas de final. A possibilidade acendeu o debate sobre responsabilidade esportiva e competitividade do campeonato.
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Parte da bancada defendeu que, independentemente de calendário apertado ou férias reduzidas, os quatro grandes têm obrigação de terminar entre os oito melhores. Para esse grupo, a estrutura, o investimento e a profundidade de elenco tornam a classificação um dever mínimo.
Maurício Noriega seguiu essa linha de raciocínio.
“Com todas as condições que tem, de girar elenco, treinamento… Por mais que São Paulo tenha dificultado, não dá para os quatro grandes ficarem fora de uma classificação que tem oito.”
Por outro lado, houve contraponto. A avaliação é de que o equilíbrio atual do estadual precisa ser levado em conta, principalmente pelo nível de preparação dos clubes do interior.
Thomaz Rafael discordou da tese da obrigação automática.
“Nessa então discordamos, Noriega. Por exemplo isso que você falou de rodar o elenco, para mim, rodar o elenco é ruim. Os pequenos não estão rodando o elenco, eles não jogam o Campeonato Brasileiro, tiveram 30 dias de férias, não precisam rodar o elenco.”
Dentro desse contexto, a vitória do Palmeiras no Derby contra o Corinthians foi tratada como um respiro importante. Além do peso simbólico, o resultado encaminha vantagem de decidir em casa no mata-mata.
O alerta, porém, permanece para os rivais. A reta final da fase de grupos segue ponto a ponto e pode culminar em uma eliminação precoce de peso, reflexo de um Paulistão cada vez mais competitivo.
