Lionel Messi ampliou sua coleção de recordes em Copas do Mundo ao chegar a 16 gols em Mundiais, marca alcançada na edição de 2026, com um hat-trick na vitória sobre a Argélia por 3 a 0. O número coloca o craque argentino no topo da artilharia histórica das Copas, empatado com o alemão Miroslav Klose.
Os números revelam características marcantes da trajetória de Messi na principal competição do futebol mundial. Dos 16 gols anotados, 12 foram marcados com o pé esquerdo, quatro com o pé direito e nenhum de cabeça, evidenciando a predominância da perna que se tornou sua principal marca registrada ao longo da carreira.
O levantamento também mostra que o talentoso argentino sabe chutar como ninguém. Seis tentos foram marcados com a bola rolando em finalizações dentro da área, e outros seis saíram em chutes de fora da área — incluindo um de falta, contra a Nigéria, em 2014. Quatro gols foram convertidos em cobranças de pênalti.
O primeiro gol de Messi em Copas aconteceu em 2006, na goleada da Argentina por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro. O atacante entrou no segundo tempo e fechou o placar aos 43 minutos da etapa final com uma finalização de pé direito dentro da área.
A edição de 2014 teve uma primeira fase perfeita. O argentino marcou contra Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria, incluindo um gol de falta direta e outro chute de longa distância nos acréscimos que garantiu a vitória sobre os iranianos.
Em 2018, na vitória sobre a Nigéria, Messi registrou um dos quatro gols marcados com o pé direito em Copas. Após dominar a bola com categoria, finalizou cruzado para balançar as redes.
Já em 2022, ano do título mundial da Argentina no Catar, Messi viveu sua campanha mais goleadora em uma única edição. Foram sete gols, distribuídos entre fase de grupos, mata-mata e final. Quatro deles aconteceram em cobranças de pênalti, incluindo o gol que abriu o placar na decisão contra a França.
Um de seus gols com o pé direito também ocorreu naquela final. Na prorrogação, o camisa 10 aproveitou um rebote do goleiro Hugo Lloris e empurrou a bola para as redes.
Na Copa de 2026, Messi ampliou sua marca com um hat-trick diante da Argélia. Foram dois gols em finalizações na entrada da área e um aproveitando rebote dentro da área.
Raio-x dos 16 gols de Messi em Copas
Parte do corpo utilizada
- Pé esquerdo: 12 gols
- Pé direito: 4 gols
- Cabeça: 0 gol
Localização das finalizações
- Dentro da área (bola rolando): 6 gols
- De fora da área: 6 gols*
- Pênaltis: 4 gols
*Sendo um de falta
Gols por edições de Copa
- 2006: 1 gol
- 2010: 0 gol
- 2014: 4 gols
- 2018: 1 gol
- 2022: 7 gols
- 2026: 3 gols
Gols de Messi em Copas por seleção adversária
| Seleção | Gols |
|---|---|
| Nigéria | 3 |
| Argélia | 3 |
| França | 2 |
| Sérvia e Montenegro | 1 |
| Bósnia e Herzegovina | 1 |
| Irã | 1 |
| Arábia Saudita | 1 |
| México | 1 |
| Austrália | 1 |
| Holanda | 1 |
| Croácia | 1 |
| Total | 16 |
Curiosidades
- Nigéria e Argélia são as maiores vítimas de Messi em Copas, com três gols cada.
- A Nigéria sofreu gols do argentino em duas edições diferentes (2014 e 2018).
- A Argélia tornou-se a segunda seleção a sofrer três gols de Messi em Mundiais após o hat-trick na Copa de 2026.
- Messi marcou contra 10 seleções diferentes em Copas do Mundo.
- Seus gols estão distribuídos entre seleções da África (8), Europa (5), América do Norte (1) e Ásia (2).
Distribuição por continente
| Continente | Gols |
|---|---|
| África | 8 |
| Europa | 5 |
| Ásia | 2 |
| América do Norte | 1 |
Todos os gols de Messi
Copa do Mundo de 2006 (Alemanha)
1. A apresentação ao mundo (Sérvia e Montenegro, Fase de Grupos – 88′)
- O contexto: Messi, então com 18 anos, fazia sua estreia em Copas do Mundo, saindo do banco de reservas aos 29 minutos do segundo tempo. A Argentina já vencia por 3 a 0.
- A jogada: após dar uma assistência para Hernán Crespo marcar o quarto gol, Messi foi premiado no fim do jogo. Carlos Tevez avançou pela esquerda, cortou para o meio e tocou para Messi, que entrava em velocidade pela direita da grande área.
- A finalização: com um toque de primeira e rasteiro com o pé direito, a bola passou por baixo do goleiro Jevrić, selando o 6 a 0.
Copa do Mundo de 2014 (Brasil)
2. A arrancada no Maracanã (Bósnia e Herzegovina, Fase de Grupos – 65′)
- O contexto: a Argentina vencia de forma apertada (1 a 0), e Messi buscava espantar o jejum de oito anos sem marcar em Mundiais.
- A jogada: o craque pegou a bola perto do meio-campo, pelo lado direito. Ele iniciou sua tradicional arrancada em diagonal, tabelou rapidamente com Gonzalo Higuaín na entrada da área e continuou a corrida, deixando a marcação para trás.
- A finalização: da meia-lua, ele desferiu um chute rasteiro e colocado de pé esquerdo. A bola bateu na trave direita do goleiro Begović antes de entrar.
3. O Milagre do Mineirão (Irã, Fase de Grupos – 90+1′)
- O contexto: o Irã montou uma retranca histórica, e a Argentina caminhava para um empate frustrante em 0 a 0 no último minuto dos acréscimos.
- A jogada: A bola sobrou na intermediária pela direita. Messi a dominou, cortou para o meio (seu movimento mais previsível, porém indefensável), tirando a bola do alcance do marcador.
- A finalização: de fora da área, desferiu um chute magistral em curva com o pé esquerdo. A bola voou buscando o ângulo esquerdo do goleiro Haghighi, que se esticou, mas não alcançou.
4. O rebote fuzilado (Nigéria, Fase de Grupos – 3′)
- O contexto: último jogo da fase de grupos, com a Argentina buscando a liderança.
- A jogada: Ángel Di María recebeu passe em profundidade, invadiu a área pela esquerda e chutou forte. A bola bateu na trave e sobrou limpa no meio da área.
- A finalização: Messi acompanhou a jogada em velocidade e, no rebote, encheu o pé esquerdo de primeira, em um chute seco e violento que estufou as redes de Enyeama.
5. A pintura de falta (Nigéria, Fase de Grupos – 45+1′)
- O contexto: no final do primeiro tempo do mesmo jogo, a Argentina teve uma falta perigosa na intermediária frontal.
- A jogada: Messi ajeitou a bola com capricho. Ele estudou o posicionamento da barreira e do goleiro.
- A finalização: Cobrança perfeita com o pé esquerdo. A bola fez uma curva rápida, passou por cima do lado direito da barreira e caiu repentinamente, deixando o goleiro Enyeama estático, apenas observando a bola entrar.
Copa do Mundo de 2018 (Rússia)
6. O domínio de mestre (Nigéria, Fase de Grupos – 14′)
- O contexto: A Argentina estava em crise e precisava desesperadamente da vitória no último jogo da fase de grupos para não ser eliminada precocemente.
- A jogada: Éver Banega, do meio-campo, fez um lançamento espetacular nas costas da defesa nigeriana. A genialidade de Messi se deu no domínio: em velocidade, ele amorteceu a bola com a coxa esquerda e deu um toque sutil com o pé esquerdo para ajeitar o corpo.
- A finalização: antes de a bola cair muito ou a marcação encostar, ele fuzilou cruzado com o pé direito (seu “pé cego”), vencendo o goleiro Uzoho.
Copa do Mundo de 2022 (Catar)
7. A frieza na estreia (Arábia Saudita, Fase de Grupos – 10′)
- O contexto: primeiro jogo da campanha histórica do tricampeonato, que acabaria sendo marcado pela zebra saudita.
- A jogada/finalização: pênalti marcado a favor da Argentina após puxão na área. Com o pé esquerdo, Messi bateu com extrema tranquilidade, esperando o goleiro Al-Owais cair para o lado direito e apenas rolando a bola no canto oposto.
8. O respiro de alívio (México, Fase de Grupos – 64′)
- O contexto: o clima era de tensão extrema. A Argentina precisava vencer para não correr risco de eliminação, e o jogo estava travado em 0 a 0.
- A jogada: Di María encontrou Messi com espaço na intermediária central. Messi dominou, levantou a cabeça e viu a pequena brecha.
- A finalização: um chute rasteiro, violento e seco de pé esquerdo, que passou entre as pernas do zagueiro e entrou exatamente no cantinho inferior direito de Ochoa, mudando os rumos do time no torneio.
9. O milésimo jogo (Austrália, Oitavas de Final – 35′)
- O contexto: jogo eliminatório amarrado contra uma Austrália defensiva. Era o jogo de número 1.000 da carreira de Messi.
- A jogada: após cobrança de falta ensaiada, Messi tocou para Mac Allister, que acionou Otamendi na entrada da área. O zagueiro fez o papel de pivô e apenas ajeitou de volta para o camisa 10.
- A finalização: um leve toque colocado e rasteiro de pé esquerdo, fazendo a bola passar no meio das pernas do gigante zagueiro Souttar e aninhando-se suavemente no canto direito.
10. A tensão de Lusail (Holanda, Quartas de Final – 73′)
- O contexto: a Argentina vencia por 1 a 0 (com assistência genial de Messi) e sofreu um pênalti no segundo tempo, a chance de fechar o jogo (que acabaria empatado depois).
- A jogada/finalização: novamente na marca da cal, Messi usou o pé esquerdo e deslocou o gigante goleiro Noppert, deixando-o plantado no meio do gol enquanto a bola entrava no canto direito.
11. A potência contra Livaković (Croácia, Semifinal – 34′)
- O Contexto: Jogo tenso em que a Croácia dominava o meio-campo. Julian Álvarez sofre o pênalti e cabe a Messi abrir o caminho.
- A jogada/finalização: diferentemente de suas cobranças anteriores, em que apostava em deslocar o goleiro, aqui ele enfrentou Dominik Livaković (pegador de pênaltis do torneio). Messi escolheu a força: bateu de pé esquerdo, alto, no ângulo superior direito, em um “foguete” indefensável.
12. O sangue frio na decisão (França, Final – 23′)
- O contexto: A grande final da Copa do Mundo. Di María sofre pênalti de Dembélé. A pressão global estava nas costas do capitão.
- A jogada/finalização: com o pé esquerdo, Messi correu lentamente para a bola, fez o goleiro Hugo Lloris pular para a direita e, com um toque suave, rolou a bola para o outro canto, inaugurando o placar.
13. O gol da sobrevivência (França, Final – 108′)
- O contexto: prorrogação de um jogo épico (empatado em 2 a 2). A Argentina precisava retomar a liderança em um momento de puro esgotamento físico e mental.
- A jogada: Enzo Fernández toca para Lautaro Martínez na direita da pequena área. Lautaro enche o pé e Lloris faz uma grande defesa.
- A finalização: Messi, acompanhando a jogada como um centroavante, estava no lugar certo na pequena área. A bola sobrou para ele de supetão e ele usou o pé direito para empurrá-la por cima da linha antes de Jules Koundé tentar afastar o perigo.
Copa do Mundo de 2026 (Canadá/EUA/México)
14, 15 e 16. O “hat-trick” Histórico (Argélia, Fase de Grupos)
- O contexto: jogando com uma função mais cerebral e flutuante na intermediária devido à idade (quase 39 anos), Messi surpreendeu a todos com seu primeiro “hat-trick” (três gols no mesmo jogo) em Mundiais.
- Aos 17′: recebeu a bola na entrada da área, girou o corpo para encontrar espaço e desferiu um clássico chute colocado de pé esquerdo no cantinho inferior direito, vencendo o goleiro, que estava com a visão encoberta pela defesa.
- Aos 60′: Demonstrando leitura de jogo impecável. Mac Allister fez grande jogada pelo meio e chutou forte. O goleiro espalmou para frente e Messi, entrando na área de surpresa, pegou o rebote com o pé direito no contrapé.
- Aos 76′: o golpe de misericórdia. Um gol “marca registrada”. Partindo da intermediária na meia-direita, balançou o ombro para a esquerda, tirando o zagueiro, abriu o ângulo e chapou de pé esquerdo no cantinho, consolidando sua posição no topo da artilharia histórica e entregando uma de suas atuações mais emblemáticas na fase final de sua carreira.
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