O Santos apresentou um salto expressivo em suas finanças e se aproximou da marca de R$ 700 milhões em receitas em 2025. De acordo com o balanço mais recente, o clube alcançou R$ 678,5 milhões — um crescimento de cerca de 66% na comparação com 2023, quando ainda disputava a Série A.
O resultado também ficou 60,11% acima do valor orçado para o período, evidenciando um desempenho muito superior ao planejamento inicial. Nos bastidores, a avaliação é de que três fatores foram decisivos para esse avanço: cotas de TV negociadas de forma excepcionalmente positiva, negociações de atletas acima do esperado e forte crescimento no programa de sócios, que ultrapassou R$ 50 milhões — mais que o dobro do previsto.
Em 2023, o cenário era bem diferente. O clube registrou cerca de R$ 407 milhões em receitas totais, em meio ao que foi classificado como o pior momento financeiro de sua história. Decisões equivocadas no futebol, aumento de custos e dependência da venda de jogadores agravaram a situação, além da perda de receitas com competições e direitos de transmissão após o rebaixamento.
Dois anos depois, o quadro é de recuperação. As receitas recorrentes praticamente dobraram, trazendo maior previsibilidade e reduzindo a dependência de negociações pontuais.
Além disso, o Santos apresentou melhora operacional relevante. O superávit antes do resultado financeiro saltou de R$ 58,3 milhões em 2024 para R$ 104,8 milhões em 2025, indicando avanço na geração de caixa.
Mesmo com déficit contábil — ainda impactado por amortizações e despesas financeiras —, o clube conseguiu reduzir o resultado negativo em cerca de 24%, reforçando a trajetória de ajuste.
“Assumimos o Santos em um cenário extremamente desafiador, com receitas comprometidas e pouca previsibilidade. O que vemos em 2025 é resultado de um trabalho focado na reorganização, no fortalecimento das receitas recorrentes e na recuperação da credibilidade do clube no mercado. Ainda há desafios, mas os números mostram que estamos no caminho certo para tornar o Santos financeiramente mais sólido e sustentável”, afirmou o presidente Marcelo Teixeira.
Internamente, a leitura é de que o contraste com o passado recente é evidente. Após assumir o clube em 2024, em meio ao ‘pior momento da história’, a atual gestão vê uma melhora consistente e sustentada nas finanças, com perspectiva de continuidade nos próximos anos.
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