O Conselho Deliberativo do São Paulo convocou uma reunião extraordinária para o dia 14 de janeiro que definirá se aprova ou rejeita os pedidos de destituição do presidente do clube, Julio Casares. A decisão foi tomada pelo presidente do colegiado, Olten Ayres, na noite desta terça-feira (06/01).
A votação será presencial e secreta, no auditório do estádio Morumbis. Em nota, Casares disse que determinou a abertura imediata de uma sindicância para apurar os fatos.
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Casares é investigado por receber R$ 1,5 milhão em depósitos fracionados em dinheiro, entre janeiro de 2023 e maio de 2025. A informação dos supostos desvios, com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foi revelada pelo UOL.
Os valores representam 47% da renda do dirigente no período analisado. A investigação, sob sigilo judicial, busca apurar possíveis desvios de recursos no clube paulista.
Os documentos do Coaf mostram que os depósitos em dinheiro constituem a principal fonte de renda de Casares durante o período investigado. O caso ganhou atenção após o banco emitir alerta ao Coaf identificando operações fora do padrão.
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Nos 29 meses analisados, Casares teve uma renda total de aproximadamente R$ 3,2 milhões. Desse montante, R$ 2,6 milhões excedem o salário recebido, sendo R$ 1,5 milhão proveniente dos depósitos fracionados. O salário pago pelo São Paulo representou apenas 19,3% de toda a movimentação na conta.
