Copa do Mundo: relembre a história de Di Stéfano, craque que defendeu Argentina e Espanha

Natural de Buenos Aires e ídolo do Real Madrid, o atacante também defendeu a Colômbia enquanto era jogador

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(Foto: Acervo Estadão Conteúdo)

Neste domingo (19/07), Espanha e Argentina definem o campeão da Copa do Mundo de 2026. O confronto também revive o histórico do ex-atacante Alfredo Di Stéfano, que vestiu a camisa dos dois países enquanto foi jogador entre os anos 1940 e 1960.

Natural de Buenos Aires, o jogador fez história pelo River Plate, da Argentina, pelo Millonarios, da Colômbia, e, principalmente, pelo Real Madrid, da Espanha. Em uma época de menor burocracia da Fifa, o atacante pôde representar os três países ao longo de sua carreira.

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Breve passagem pela Argentina

Di Stéfano teve uma passagem pouco brilhosa pela Argentina por culpa da federação local, que não quis disputar vagas nas Copas do Mundo de 1950 e 1954 devido a uma briga com a Fifa por não ser escolhida país-sede do primeiro Mundial após o fim da Segunda Guerra Mundial – o Brasil acabou sendo o escolhido.

Lançado no futebol profissional em 1945, a única competição que disputou pela Argentina foi o Campeonato Sudamericano de 1947 (torneio que mais tarde se tornaria a Copa América). Marcou seis gols em seis jogos na campanha campeã da Albiceleste.

Aproveitou a ilegalidade da Colômbia para defender o país

Entre os anos 1940 e 1950, a Colômbia acabou sendo banida pela Fifa por uma série de condutas de sua liga local, inclusive com limite de estrangeiros. O período ficou marcado pela “liga pirata” do país. A restrição se abrangia aos clubes e à seleção, que não podia disputar torneios oficiais.

Na prática, a Colômbia se beneficiou da punição e parou a negociar diretamente com os jogadores, sem pagar os clubes por suas contratações justamente por ser um campeonato ilegal. Assim, o Millonarios contratou Di Stefano em 1949, em passagem que durou até 1953.

Neste período, Di Stéfano disputou quatro amistosos pela Colômbia.

Ídolo da Espanha, mas sem brilho em Copa do Mundo

Em 1953, Di Stéfano retornou ao River Plate, seu clube de origem, abandonando a liga pirata. Naquele ano, a equipe argentina fez uma excursão na Espanha e encantou os europeus. Barcelona e Real Madrid disputaram o atacante, que acabou assinando com os Merengues.

Na época, apenas jogadores espanhois podiam disputar a copa local. Assim, Di Stéfano se naturalizou em 1957 e, consequentemente, passou a defender o país.

Foram 23 gols em 31 jogos, o que fez dele o maior artilheiro da seleção espanhola até 1990, quando foi ultrapassado por Butragueño. Atualmente, o posto é ocupado por David Villa, que registra 59 tentos.

Apesar do destaque, a única Copa do Mundo que disputou foi bastante frustrante. Após auxiliar na classificação da equipe à edição de 1962 do torneio, Di Stéfano acabou viajando para o Chile machucado e só estaria à disposição da Espanha a partir da segunda fase. A Fúria acabou caindo ainda na primeira fase, com duas derrotas (1 a 0 para a Tchecoslováquia; 2 a 1 para o Brasil) e uma vitória (1 a 0 sobre o México).

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