Até os 45 minutos do segundo tempo, o São Paulo batia o Corinthians na Neo Química Arena e conquistava sua segunda vitória em Itaquera. Em meio à maior crise institucional da sua história, que culminou com o impeachment de Julio Casares dois dias antes do Majestoso, o Tricolor abriu o placar com Tapia, no primeiro tempo, e se segurava sem sofrer grandes sustos. Mas em uma jogada brigada na área, Bidon empatou o jogo em 1 a 1 e aliviou os mais de 40 mil alvinegros que não estavam nada contente com mais um revés em casa para o maior rival.
O jogo não teve alto nível, mas foi movimentado. O Timão controlou as ações no começo e teve boa chance para abrir o placar em uma bobeira de Arboleda. A bola encobriu Rafael e ia sobrando para Yuri Alberto, mas o atacante corintiano foi atrapalhado por Alan Franco na disputa pelo alto e não conseguiu cabecear com direção.
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À medida que o tempo passou, o ímpeto dos donos da casa caiu. O São Paulo foi tocando a bola, quase despretensiosamente, mas aproveitou a marcação preguiçosa de Carrillo para alçar a bola na área e encontrar Tapia. De cabeça, o chileno pegou Hugo no contrapé e abriu o placar.
Em uma mistura de bom toque de bola, cera e afobação do rival, o Tricolor teve o jogo nas mãos. À exceção de um gol incrivelmente perdido por Matheuzinho, ainda no primeiro tempo, o time de Hernán Crespo não levava sustos e parecia encaminhar a vitória. Mas, aos 45 minutos, Pedro Raul recebeu na área, protegeu e tocou para Bidon empatar. Sem razão, os jogadores são-paulino reclamaram de falta.
O empate, no entanto, não alivia nenhum dos dois lados. Ambos têm quatro pontos e começam a perder fôlego em um campeonato de tiro curto. O São Paulo volta a jogar na quarta-feira (21/01), contra a Portuguesa, no Morumbis. Já o Corinthians tem mais um clássico pela frente, na quinta (22/01), diante do Santos, na Vila Belmiro.
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