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Especialista na cobertura do Corinthians, Marco Bello Jr. acumula experiência em grandes coberturas como Olimpíadas e Copas do Mundo. Traz notícias de primeira mão e o acompanhamento diário do cotidiano alvinegro.

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Corinthians: Cori condena convocação de Assembleia Geral para votar reforma do Estatuto

O Conselho de Orientação alega que Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, não seguiu os ritos corretos antes de marcar a Assembleia Geral

Por Marco Bello Jr. | Atualizado em
Os associados do Parque São Jorge poderão votar a reforma do Estatuto do Corinthians em 18 de abril
Câmera Fotográfica (Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians)

Nesta quarta-feira (11/03),Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, marcou a Assembleia Geral para a votação da reforma do Estatuto do Corinthians. Tão logo o cartola marcou, o Conselho de Orientação (Cori) emitiu uma nota condenando a decisão.

Em nota assinada por Miguel Marques e Silva, presidente do órgão, e que a TMC teve acesso, o Cori reclama da decisão de Romeu Tuma Júnior encerrar a reunião do Conselho Deliberativo no início desta semana após o bate-boca que teve com o presidente Osmar Stabile. Para o grupo, o pleito deveria apenas ter sido suspenso até que os ânimos se acalmassem.

“O CORI, diante dos fatos ocorridos durante a reunião do Conselho Deliberativo realizada no dia 09.03.2026, vem a público manifestar seu profundo lamento e tecer as seguintes considerações:
Em primeiro lugar, cumpre relatar que, na reunião do CD, após manifestação do Presidente do Sport Club Corinthians Paulista, informando ao plenário, ter sido ameaçado pelo Presidente do Conselho Deliberativo, diante da insatisfação e revolta de inúmeros Conselheiros, a sessão foi suspensa e, em seguida, de forma abrupta, declarada encerrada, sob a alegação de que o Conselho não queria votar
a Reforma do Estatuto e que o projeto seria submetido apenas à votação pela Assembleia Geral dos associados
“, escreve o Cori na nota.

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O órgão ainda diz que a decisão de Tuma de pular direto para a Assembleia Geral “contraria o estatuto social vigente” e sustenta isso com o artigo 45, o mesmo que o presidente do CD utilizou para marcar a AG. Nele, diz que o pleito só poderá ser convocado após o Conselho reconhecer a necessidade de alteração do Estatuto.

O envio da reforma para a Assembleia Geral de Associados, da forma como foi comunicada, está em desacordo com o estatuto social vigente, tanto é que a reunião de ontem (09.03.26) estava agendada justamente para o cumprimento a este requisito estatutário, conforme editais, atas e manifestações anteriores da própria Presidencia do Conselho Deliberativo e publicados no site do clube”, consta no documento.

O Cori também alega que a decisão de Tuma de cancelar a reunião fere o regimento interno do Conselho Deliberativo por não contar com três manifestações favoráveis e três contrárias.

A Assembleia Geral para votar a reforma do Estatuto do Corinthians foi marcada para 18 de abril, um sábado, no Parque São Jorge, das 9h às 17h (de Brasília). Estão aptos a votar os associados maiores de 18 anos admitidos há pelo menos cinco anos no clube.

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