Corinthians repudia racismo contra goleiro do Palmeiras e promete identificar torcedor

Clube divulgou nota oficial após torcedor xingar Carlos Miguel de “macaco” durante Dérbi na Neo Química Arena no domingo

Por Redação TMC | Atualizado em
Carlos Miguel domina a bola com os pés
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O Corinthians manifestou solidariedade ao goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, após o atleta ser vítima de injúria racial durante o clássico deste domingo. Nesta segunda-feira (13/04), o clube alvinegro divulgou nota oficial prometendo colaborar com as autoridades para identificar o responsável.

Um torcedor presente no setor Oeste do estádio xingou o jogador palmeirense de “macaco”. O episódio foi registrado em vídeo que circula nas redes sociais. A ofensa ocorreu logo após Carlos Miguel defender finalização cara a cara com Yuri Alberto, no segundo tempo. O registro foi divulgado pelo veículo Nosso Palestra.

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O goleiro defendeu o Timão entre 2021 e 2024. O clube publicou comunicado oficial nas redes sociais classificando o ocorrido como discriminatório.

“O Corinthians informa que não medirá esforços para identificar e responsabilizar o(s) autor(es) deste ato inaceitável, colaborando integralmente com as autoridades competentes para que as devidas providências sejam tomadas”, informou o clube em parte do comunicado.

O alvinegro reforçou seu compromisso histórico na luta por respeito, igualdade e inclusão dentro e fora de campo. O clube declarou que não há espaço para o racismo no futebol e na sociedade.

Também pelas redes sociais, o Palmeiras denunciou o caso. “Tomamos ciência, por meio de notícia e vídeo publicados pelo site “Nosso Palestra”, de que o goleiro Carlos Miguel foi vítima de injúria racista durante o clássico deste domingo (12), na Neo Química Arena”, afirmou o clube alviverde.

“Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas, incluindo a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. Não podemos tolerar o racismo!”

Legislação prevê pena de até cinco anos

O crime de injúria racial prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, sem direito a fiança. A Lei nº 14.532, promulgada em 2023, equiparou a injúria racial ao crime de racismo. As duas práticas recebem a mesma punição pela legislação.

Leia mais: Vídeo de torcedora expõe ato de racismo contra Carlos Miguel no Derby

No âmbito esportivo, as punições são variadas, partindo de multa até perda de mando de campo, jogo com portões fechados e perda de pontos na tabela do Brasileirão. Mas, na prática, a busca pela identificação do torcedor isenta o clube de eventuais punições esportivas.

Neste ano, o Corinthians transformou o próprio uniforme em manifesto contra o racismo após ataques sofridos pelo goleiro Hugo Souza. O camisa 1 foi alvo de ofensas racistas no confronto entre Corinthians e Portuguesa, pelo Paulistão. Ao menos dois torcedores da equipe rubro-verde foram flagrados com as falas preconceituosas.

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