A ausência de Neymar na lista para os amistosos contra França e Croácia não chega a ser surpreendente e, pode ser considerada justa dentro do atual contexto.
Do ponto de vista técnico, não há discussão. Neymar não precisa provar nada a ninguém. O problema, hoje, está longe da bola no pé: é físico. O camisa 10 precisa demonstrar que é confiável nesse aspecto, algo que não consegue sustentar há algum tempo.
O principal desafio é engatar uma sequência de jogos. Desde sua saída do Barcelona, Neymar enfrenta dificuldades para manter regularidade e, com frequência, não consegue atingir a marca de 30 partidas por temporada. Isso, para um jogador que se propõe decisivo, pesa.
No Santos, o clube terá cerca de 16 jogos até a pausa para a Copa, um recorte curto, mas suficiente para que o atacante mostre se ainda tem condições físicas de competir em alto nível. A pergunta é simples: quantos desses jogos ele conseguirá disputar?
Enquanto isso, a concorrência não para de crescer. Pensando na montagem do elenco, Carlo Ancelotti deve levar cerca de nove nomes entre meias e atacantes. E, na prática, boa parte dessas vagas já parece encaminhada. Jogadores como Matheus Cunha, Raphinha, Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli, Estevão, Luiz Henrique e João Pedro largam na frente. Restariam, em tese, apenas duas vagas em aberto.
Os números recentes de Neymar em 2026: quatro jogos, dois gols e duas assistências. Um recorte pequeno, insuficiente para sustentar qualquer argumento mais robusto a favor de sua convocação.
Neymar segue sendo um jogador acima da média, mas, neste momento, precisa provar algo que nunca foi sua principal questão: estar disponível. No futebol de alto nível, talento sem presença já não basta.