O técnico do Corinthians, Dorival Júnior, defendeu restrições à presença de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa após a vitória corintiana por 1 a 0 sobre o Athletico-PR, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, na noite desta quinta-feira (19/02).
Dorival utilizou a Itália como exemplo de nação que sofreu impactos negativos pela alta presença de atletas estrangeiros em seus clubes. O país europeu ficou fora das Copas do Mundo de 2018 e 2022. Atualmente, disputa a repescagem para garantir vaga no Mundial deste ano, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México.
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“Eu também acho que está na hora de intervirmos em relação ao número de estrangeiros em cada equipe brasileira. Nós estamos penalizando uma geração e, futuramente, pagaremos um preço muito alto.” Nós não estamos percebendo isso acontecer”, afirmou o treinador.
Dorival completou: “A Itália pegou preço altíssimo em duas Copas do Mundo, tendo dificuldade muito grande de classificação nesta terceira”.
Situação atual do futebol brasileiro
O Campeonato Brasileiro de 2026 tem 131 jogadores estrangeiros inscritos. O regulamento permite que cada clube relacione até nove atletas de fora do país por partida. O Corinthians, de Dorival, possui seis jogadores de outras nacionalidades no elenco, incluindo o marroquino Zakaria Labyad, que ainda não teve sua situação regularizada.
O técnico corintiano argumentou que o Brasil segue na contramão de tendências observadas em outras partes do mundo. “O que eu acho é uma atitude que deveria partir, naturalmente, de quem comanda o futebol”, declarou.
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O técnico também abordou a questão do campo sintético utilizado pelo Athletico-PR. Dorival reforçou as críticas feitas pelo jogador Garro, que afirmou que o gramado “atenta contra o corpo”.
“Se está autorizado pela CBF, ponto, nós não temos que ficar discutindo. Que é vantajoso para quem atua dentro do seu campo, é natural. A vantagem é muito grande. O jogo é muito mais rápido, muito diferente de um gramado natural”, disse o treinador.
Dorival prosseguiu: “Em boa parte da Europa já não se permite isso, e nós tínhamos que levar isso em consideração. Estamos sempre na contramão do que vem acontecendo lá fora.” Nós temos que estar conscientes daquilo que estamos proporcionando aos nossos profissionais”.
