O Novorizontino é a sensação do Campeonato Paulista de 2026. Além de ter vencido o Palmeiras por 4 a 0 na última terça-feira (20/01), a equipe de Novo Horizonte conquistou quatro vitórias em cinco jogos e é o atual líder da competição, com 12 pontos, desbancando, além dos quatro grandes, outras equipes de Série A, como Mirassol e Red Bull Bragantino.
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Diretor executivo de futebol da equipe do clube, Edgar Montemor analisa a nova fórmula da competição e como ela pode favorecer a competitividade das equipes menores.
“A partir do momento em que temos uma competição mais curta, com oito jogos, e quando pegamos os adversários dos chamados quatro grandes e comparamos com os adversários de times como Capivariano e Velo Clube, você vê que é uma competição diferente. Os jogos são mais pesados quando falamos dos quatro grandes. A oportunidade de uma equipe menor poder chegar mais longe é um pouco maior“, disse o executivo, que salientou, no entanto, que a missão das equipes menores continua sendo difícil.
“Vai ser sempre difícil, sempre complicado. O investimento é completamente diferente e desproporcional, mas quando pegamos clube como o Novorizontino, que tem uma estrutura de Série A, pagamentos em dia e que vem em um projeto bem consolidado, batendo na trave para subir para a Série A, entendemos que se continuar mantendo o pé no chão, trabalhando forte, com simplicidade, quem sabe ali na frente não pode acontecer uma surpresa“, completou.
Atualmente na Série B, o Novorizontino vem desde a temporada de 2023 batendo na trave para subir para a primeira divisão da competição.
Em 2023, terminou em quinto lugar, com 63 pontos, um a menos do que o Atlético-GO, primeira equipe a conquistar o acesso. Depois, em 2024, terminou novamente na quinta colocação, dessa vez alcançando os mesmos 64 pontos do Ceará, primeiro a subir de divisão, mas com uma vitória a menos. Por fim, em 2025, o time ficou em 7º lugar, com 60 pontos, dois a menos do que o Remo, quarto lugar da competição.
Edgar rechaçou a possibilidade de fazer parte do planejamento da equipe se manter na Série B por questões orçamentárias e ressaltou a vontade do clube em subir de divisão.
“A gente quer muito subir. O planejamento do Novorizontino é feito para que no segundo semestre a gente jogue a Série B e que esses um, dois, três pontos que faltaram nos outros anos, não aconteça novamente e agente jogue a Série A em 2027″, afirmou.
Sobre a pressão ser menor no Novorizontino do que em clubes de maior expressão, o executivo destacou que a pressão interna continua sendo forte na busca pelos objetivos traçados.
“No Novorizontino a gente tem a pressão, sim. A gente tem donos, tem que entregar resultados, tem a pressão interna para poder buscar nossos objetivos. Não tem a torcida, talvez, a imprensa não tem essa abrangência toda na região, mas a gente tem nossos objetivos a conquistar”.
Edgar também comentou sobre a importância de não alterar rotas dentro do clube apenas por pressão da torcida ou da imprensa.
“Concordo que a pressão externa pode fazer o presidente mudar a rota de atuação no dia a dia, mas não acho que isso deve ser feito. Um executivo, um presidente, tem que ter as ideias, as convicções relacionadas ao seu trabalho independentemente do ambiente externo e do que vem, seja da torcida, da imprensa”.
“Óbvio que a gente tem que estar sempre escutando para tentar corrigir rotas. É sempre bem-vinda a opinião externa, mas a gente não pode simplesmente mudar 180º em relação ao que a gente está planejando no time porque a torcida não está satisfeita com alguns resultados momentâneos“, completou.
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O executivo exaltou a organização dentro do Novorizontino e ressaltou a colocou a importância de manter os salários em dia como o principal diferencial do clube.
“Primeiramente, salário em dia, que parece uma qualidade, mas deveria ser obrigação. Infelizmente no Brasil a gente vê alguns clubes devendo salário e acho que é inadmissível termos a cobrança que tem, principalmente em relação a treinador e jogador, mas que se estende aos executivos e a todos os profissionais do departamento de futebol, e não ter os salários em dia”, disse Edgar, que também elogiou a estrutura da equipe.
“Um ambiente extremamente profissional, funcionários capacitados nos setores, uma estrutura relacionada à parte física que foi entregue agora e não deixa nada a desejar em relação a outros clubes gigantes do futebol brasileiro. A gente tem tudo no Novorizontino que é necessário para o trabalho, seja em relação à parte física, tática, mental. O Novorizontino está à frente de muitos clubes no futebol brasileiro, inclusive os com camisa, com mais anos de história”, disse.
