A lesão que pode tirar o atacante brasileiro Estêvão da Copa do Mundo acendeu o alerta entre torcedores, jogadores e a comissão técnica da seleção brasileira. O jogador do Chelsea deixou o gramado do Stamford Bridge aos 12 minutos do primeiro tempo, no último sábado (18), após sentir a coxa durante uma arrancada.
Exames realizados após a partida apontaram uma lesão grave na coxa direita, com ruptura quase total do músculo posterior.
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Entenda a lesão
Uma lesão com ruptura quase total do músculo posterior da coxa significa que houve um rompimento significativo das fibras musculares responsáveis por movimentos como corrida, aceleração e chute.
Esse tipo de lesão costuma provocar dor intensa, perda imediata de força e dificuldade para caminhar ou apoiar a perna. Em casos mais graves, o comprometimento muscular é elevado, podendo exigir semanas ou até meses de recuperação, com fisioterapia intensiva e, em algumas situações, até avaliação cirúrgica.
Histórico recente preocupa
Estêvão já havia sofrido uma lesão semelhante, na perna esquerda, no início do ano. Na ocasião, ficou 25 dias afastado: entre 20 de fevereiro e 16 de março. A recuperação foi considerada rápida. No entanto, o cenário atual é mais preocupante, já que o novo diagnóstico indica uma lesão significativamente mais grave.
O timing também pesa: Carlo Ancelotti deve anunciar os convocados da seleção brasileira em 18 de maio.
Classificação de lesões musculares no futebol
No futebol profissional, as lesões musculares são classificadas, de forma geral, em três graus:
Grau 1 (leve): Pequeno estiramento com rompimento de poucas fibras. O atleta pode até continuar jogando. Recuperação varia entre 1 e 3 semanas.
Grau 2 (moderado): Lesão parcial do músculo, com dor intensa, inchaço e perda de força. O jogador dificilmente segue na partida. Recuperação entre 3 e 6 semanas.
Grau 3 (grave): Ruptura extensa ou quase total do músculo — e, em alguns casos, completa. Pode exigir cirurgia e afastamento superior a 2 ou 3 meses.
A classificação de gravidade “grau 4” não é adotada pelos organismos internacionais de saúde ligados ao esporte. O termo costuma ser usado por profissionais de clubes para indicar lesões extremamente graves.
Lesões na coxa
Lesões musculares na coxa são comuns entre atacantes que dependem de explosão e velocidade. Jogadores com características como as de Estêvão — arrancadas rápidas, dribles e mudanças bruscas de direção — exigem constantemente dos músculos posteriores da coxa.
Esse esforço repetitivo aumenta o risco de lesões, principalmente em momentos de aceleração máxima.
Casos recentes reforçam esse padrão:
- Vinicius Júnior (2023): lesão leve, retorno em 12 dias
- Neymar (2019): lesão leve, retorno em 18 dias
- Raphinha (Barcelona): lesão leve, recuperação em 15 dias
O que está em jogo para Estêvão e a seleção brasileira
O ponto central é o tempo de recuperação. Uma lesão grave como a de Estêvão coloca em risco sua participação na Copa do Mundo.
O departamento médico do Chelsea trabalha com a possibilidade de retorno aos treinos antes de 18 de maio, justamente a data da convocação. Ainda assim, o jogador pode chegar sem ritmo ideal de jogo.
Ainda existe uma dúvida sobre como será feito o tratamento. A equipe médica do Chelsea, segundo o site The Atletic, teria indicado até uma cirurgia. O procedimento possivelmente deixaria o jogador fora do Mundial.
Já o staff do jogador e membros da CBF defendem um tratamento menos invasivo e realizado no Brasil, o que aumentaria as chances de Estêvão disputar a Copa com o Brasil.




