O Papo de Craque TMC desta sexta (06/02) discutiu as mudanças implantadas pela CBF no futebol brasileiro. Calendário, competições, arbitragem e muitas outras áreas do esporte nacional foram modificadas, mas a principal delas se dá na área financeira. A entidade máxima do futebol introduziu propostas para o novo Fair Play Financeiro (FPF) e também planeja a reestruturação da divisão de direitos para os clubes, buscando nivelar e reduzir a desigualdade de renda entre equipes.
Torcedores de clubes como Palmeiras e Flamengo, que contam com um poderio financeiro muito superior ao da maioria dos times brasileiros, demonstraram preocupação com o novo FPF, temendo que o orçamento dos dois times fosse reduzido de alguma forma.
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Ivan Drago, comentarista esportivo da TMC, acalma o torcedor: “Muita gente acha que Palmeiras e Flamengo, por exemplo, vão se ferrar por conta do Fair Play Financeiro. Pelo contrário, né?”, argumentou Drago. “Você pode gastar diante daquilo que você arrecada ou exatamente aquilo que você pode gastar. E são clubes saudáveis, vão continuar gastando do mesmo jeito”.
O jornalista Erich Beting, convidado do programa nesta sexta, elaborou o propósito real do Fair Play Financeiro: “Eu conversei bastante com o pessoal que criou as regras (…) muitos falaram o seguinte: entre os clubes, o que eles mais querem com o Fair Play Financeiro é parar de ter calote“, explicou Erich.
Divisão de direitos e desigualdade
Sobre a divisão de direitos, especialmente os de transmissão, a atual proporção continua trazendo debates sobre “favorecimento” a clubes conforme a reputação deles. Equipes como Corinthians, Flamengo e Palmeiras recebem muito mais por temporada do que Remo e Chapecoense, por exemplo.
Erich Beting explicou que o problema de divisão de direitos não é apenas uma característica do futebol brasileiro, mas sim um “problema mundial”: “O Real Madrid não quer ganhar o mesmo que, sei lá, o Cádiz; ele vai querer ganhar sempre mais porque é o Real Madrid, porque é o principal clube, tem mais torcida… isso é normal”, argumentou o jornalista.
“O que precisaria existir, primeiro, é um único bloco para todo mundo negociar. Segundo, cada clube entender que eles são parte de algo maior, que é o campeonato, e aceitar isso”, explicou Erich. “Torcedor não aceita. O palmeirense acha que o Palmeiras é maior, o corintiano acha que o Corinthians é maior, e não interessa. E o dirigente, quando vai negociar, carrega esse ‘peso’ também”.
