Poucas horas depois de assustar o mundo do futebol no último domingo (07/06), o jogador dinamarquês Christian Eriksen, quebrou o silêncio. Em mensagem publicada, o jogador afirmou: “Quero que todos saibam que estou bem e que já estou em casa com a minha família.”
Eriksen também explicou o impacto do episódio. “Como vocês podem imaginar, levar um choque do meu CDI teve um grande impacto em mim e na minha família, mas quero garantir a todos que esta foi uma situação diferente da que aconteceu em 2021”, escreveu.
Ele ainda completou: “Estou me sentindo bem e minha recuperação já começou” e destacou que “meu CDI fez exatamente o que foi projetado para fazer: me proteger quando eu precisei.”
Sobre os próximos passos, Eriksen foi direto: “Por enquanto, meu foco é me recuperar, passar um tempo com minha família, sair de férias e jogar futebol com meus filhos”.
Eriksen voltou a assustar o mundo do futebol aos 19 minutos do segundo tempo do amistoso entre Dinamarca e Ucrânia, em Odense, quando o meia perdeu os sentidos e caiu no gramado. O cardiodesfibrilador implantado (CDI) que ele carrega no peito entrou em ação, e fez seu trabalho.
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Segundo o médico da seleção dinamarquesa, Morten Boesen, Eriksen ficou inconsciente por alguns instantes antes de ser estabilizado. O jogo, que terminaria em 2 a 1, foi encerrado logo depois. O atleta foi levado ao hospital para exames.
Ainda no domingo, a Federação de Futebol da Dinamarca divulgou um comunicado sobre o ocorrido. No telão do estádio, uma mensagem tranquilizou os presentes: “Eriksen está bem dentro das circunstâncias”.
Uma história que começou em 2021
Em junho de 2021, durante a Eurocopa, Eriksen colapsou em campo numa partida contra a Finlândia. Ele precisou de massagem cardíaca e foi reanimado pelos médicos. Depois disso, recebeu o implante do CDI, um dispositivo que detecta arritmias e aplica choque elétrico para reverter o quadro.
As leis italianas proíbem jogadores profissionais de atuar com esse tipo de aparelho. Por isso, Eriksen deixou a Inter de Milão após o procedimento. Em fevereiro de 2022, voltou a jogar pelo Brentford. Depois, passou pelo Manchester United e, ano passado, se transferiu para o Wolfsburg.
A trajetória de superação rendeu ao meia o prêmio Laureus de retorno do ano. Agora, aos 34 anos, ele enfrenta mais um capítulo dessa história.
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