Ferran Torres marcou o gol que deu à Espanha o título da Copa do Mundo, neste domingo (19/07). Placar: 1 a 0 sobre a Argentina. Mas a cena que ficou na memória foi outra, a do pódio.
Ao subir para receber a medalha, vários jogadores espanhóis não ergueram a bandeira do país. No lugar dela, apareceram símbolos de regiões e cidades.
Quem usou o quê no pódio
Pedri empunhou a bandeira das Ilhas Canárias. A da Comunidade Valenciana ficou nas mãos de Ferran Torres, autor do gol do título. Borja Iglesias optou pela bandeira da Galícia. Dani Olmo escolheu representar Terrassa, enquanto Alex Baena prestou homenagem à sua cidade natal, Roquetas de Mar.
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O gesto não é novo no futebol espanhol. Mas num palco como a final de uma Copa do Mundo, ele ganha outro peso.
Por que isso acontece
A Espanha não é um país de identidade única. O Reino da Espanha reúne 17 comunidades autônomas e 2 cidades autônomas. Cada uma tem história, língua e cultura próprias.
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A unificação dos reinos espanhóis começou entre os séculos XV e XVII e se consolidou em 1715. Mas a diversidade regional nunca desapareceu.
Durante a ditadura de Francisco Franco, as identidades regionais foram reprimidas. Com a redemocratização, em 1978, a Espanha criou a estrutura de comunidades autônomas que existe até hoje, uma forma de reconhecer essa pluralidade.
Mesmo assim, a tensão não sumiu. Catalunha e País Basco têm movimentos separatistas ativos. A bandeira da república catalã, por exemplo, já foi proibida em torneios nacionais espanhóis, ela é diferente da bandeira oficial da comunidade autônoma da Catalunha.
No pódio do maior torneio do mundo, cinco jogadores fizeram uma escolha. Cada um com a sua bandeira.




