Max Verstappen se irritou durante a primeira volta do GP da Espanha, disputado neste domingo (13/09) no Madring, em Madri, após ser obrigado pela Red Bull a devolver posições conquistadas na confusão da largada. O piloto classificou a situação pelo rádio como uma “corrida de Mickey Mouse”.
Verstappen largou em terceiro e disputou espaço com Lewis Hamilton na primeira curva. O holandês saiu da pista e retornou à frente da Ferrari. A equipe avaliou que Hamilton tinha direito à posição e pediu a devolução. Como Andrea Kimi Antonelli também havia cortado duas curvas e estava à frente de Verstappen, o piloto precisou ceder a posição aos dois.
Pouco depois, Hamilton começou a enfrentar problemas nos freios e saiu da pista. Verstappen recuperou o lugar, mas já havia perdido terreno para Antonelli. Foi nesse momento que veio a reclamação pelo rádio.
O que significa “Mickey Mouse”?
“Mickey Mouse” é uma expressão popular usada de forma depreciativa para definir algo considerado artificial, pouco sério ou excessivamente condicionado por fatores externos.
No caso de Verstappen, a frase estava relacionada principalmente à situação da primeira volta e à decisão de devolver as posições. Portanto, não significa necessariamente que o piloto tenha definido todo o Madring como um circuito ruim.
Ainda assim, a declaração acabou levantando uma discussão pertinente sobre a estreia da pista.
O Madring entregou o que prometeu?
A primeira corrida em Madri teve pontos positivos. A largada foi movimentada, houve disputas pelas primeiras posições e a estratégia teve papel importante ao longo da prova.
Por outro lado, o circuito também mostrou dificuldades para proporcionar ultrapassagens em alguns setores. Com isso, a posição de largada e a estratégia ganharam ainda mais peso.
E essa é uma questão importante para um circuito novo.
Um bom traçado não precisa necessariamente oferecer ultrapassagens a todo momento. Mônaco é um exemplo disso. Mas, quando ultrapassar é difícil, a pista precisa compensar com diferentes possibilidades estratégicas e disputas próximas.
Na estreia, o Madring mostrou potencial, mas ainda deixou dúvidas nesse aspecto.
Fora da pista, Madri tem argumentos fortes para permanecer na Fórmula 1. A cidade oferece público, infraestrutura, turismo e um grande potencial comercial.
Dentro da pista, porém, as próximas edições serão fundamentais para mostrar se o Madring consegue transformar esse potencial em boas corridas.
Depois de apenas um GP, ainda é cedo para decretar se o circuito funciona ou não.
Mas a pergunta já está colocada: O Madring entregou o espetáculo que prometeu ou precisa evoluir para se firmar no calendário da Fórmula 1?




