José Boto, diretor de futebol do Flamengo, descartou a necessidade de grandes mudanças no elenco após as conquistas recentes do clube. Durante a apresentação oficial do zagueiro Vitão, realizada nesta sexta-feira (9/01) no Ninho do Urubu, o dirigente explicou o planejamento para contratações na temporada 2026, confirmando a busca por um goleiro.
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Recém-retornado de férias em Portugal, Boto contextualizou a situação do clube carioca, que há 40 dias conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. O diretor comparou o momento do Flamengo com o do Palmeiras para justificar a cautela nas contratações.
“Se um extraterrestre chegasse aqui agora e olhasse para o que se escreve (nas redes sociais), acharia que nós ficamos em quinto lugar, tínhamos sido eliminados na Libertadores. E não foi nada disso que se passou. Há 40 dias, nós ganhamos a Libertadores e fomos campeões do Brasileirão”, afirmou o diretor.
A referência ao clube paulista surgiu quando o dirigente mencionou declarações recentes da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
“Ontem ouvi a presidente do Palmeiras falar muito bem que uma equipe que tinha mandado três bolas na trave não estava mal. E tem razão. Agora imagine o que precisa a equipe que colocou a bola lá dentro?”, questionou.
O Flamengo já garantiu um reforço para a zaga com a chegada de Vitão e agora concentra esforços na contratação de um goleiro. Andrew, atualmente no Gil Vicente, de Portugal, é o alvo principal. O clube carioca tem acordo com o jogador, mas ainda enfrenta questões burocráticas para concluir a transferência ainda na atual janela de transferências.
Caso não consiga a liberação imediata do goleiro brasileiro, o Flamengo planeja assinar um pré-contrato para contar com Andrew a partir de julho. Boto descartou qualquer “estresse” para finalizar as negociações em andamento.
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Para explicar a estratégia de contratações do clube, o diretor utilizou uma analogia, reforçando que o Flamengo sabe exatamente o que precisa para qualificar o elenco.
“Eu preciso de sapatos e vou ao shopping. Compro um relógio, uma camisa, mas não compro os sapatos”, exemplificou.
