O estádio do Mineirão, um dos melhores e mais modernos do Brasil, foi palco ontem de muitas emoções. A decisão do campeonato mineiro teve de tudo. Mas, infelizmente, a marca mais profunda que ficou foi de uma violência sem precedentes entre os jogadores de Cruzeiro e Atlético.
O inferno se estabeleceu no último lance do jogo. Inconformado com a derrota o goleiro Éverson do Atlético agrediu violentamente o meia Cristian do Cruzeiro. E a confusão se generalizou. Lamentavelmente não foi a primeira vez que um conflito desses foi visto num campo de futebol. Mas o de ontem chamou atenção pela violência extrema.
Teve de tudo: chute, soco, tesoura voadora e por aí vai. E quase todas as agressões praticadas à traição, pelas costas, de forma covarde. Todo mundo brigou.
Além da violência em si ficou o péssimo exemplo. Jogadores de futebol são ídolos e muitas pessoas tendem a imitar as suas atitudes. A violência do campo de jogo poderia ter se espalhado pelas arquibancadas e pelas ruas, o que, felizmente, não aconteceu. Mas o péssimo exemplo está perpetuado. E as punições devem ser duras.
Depois de toda essa barbárie veio o céu para o técnico Tite. Alvo de exageradas e injustas cobranças ele deu a volta por cima. Estava leve, feliz da vida. Ganhou o título estadual que lhe faltava entre os mais importantes. Foi apoiado pela diretoria e pelos jogadores. Chegou até a ser aplaudido pela torcida que tanto lhe xingava.
Que o deixem em paz agora para seguir o trabalho. E que essa violência toda jamais se repita.