A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital abriu inquérito para investigar possível gestão temerária no São Paulo. O procedimento foi iniciado em 7 de janeiro deste ano e tem como objetivo verificar se a atual administração contribuiu para o aumento do endividamento do clube paulista. O prazo estabelecido para apresentação de documentos e provas é de 30 dias.
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O inquérito civil tramita na vara cível e examina indícios de má administração financeira. Segundo o documento oficial, o MP busca verificar “atos administrativos com potencial dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou familiares de dirigentes, e eventual utilização de recursos públicos ou benefícios fiscais, com risco de violação de direitos coletivos de relevante interesse social e lesão ao erário”.
O presidente Julio Casares é o principal investigado no processo. As autoridades apuram transações financeiras realizadas entre 2021 e 2025 na sede do clube, no Morumbis.
Em processo criminal separado, Nelson Marques Ferreira, ex-diretor adjunto de futebol do São Paulo, é investigado pela abertura de 15 empresas durante sua gestão. Ferreira ocupou o cargo do início de 2021 até novembro de 2025. Esta investigação criminal teve início após denúncia anônima enviada pelos Correios.
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Crise institucional e processo de impeachment
A situação institucional do São Paulo se agravou nas últimas semanas. Em 23 de dezembro, um grupo de 57 conselheiros protocolou requerimento solicitando reunião extraordinária para discutir o impeachment de Casares. O encontro está marcado para esta sexta-feira (16/01), às 18h30, no Morumbis.
O processo de afastamento ganhou força após a divulgação de um esquema de exploração irregular de camarote no estádio. Em gravação de áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, diretores atualmente afastados, admitiam participação em um esquema para uso ilegal de camarote durante show da Shakira realizado em fevereiro de 2025.
