Isaquias Queiroz conquista medalha de ouro e se torna tetracampeão no o Mundial de Canoagem no C1 500m

Canoísta brasileiro de 32 anos venceu com 1m46s08 e mira Los Angeles após primeira medalha mundial desde 2022

Por | Atualizado em:
(Foto: canoagembrasileira via Instagram)

Isaquias Queiroz voltou ao topo do mundo. O canoísta brasileiro venceu o C1 500m no Mundial de Canoagem 2026, em Poznan, na Polônia, neste sábado (29/08). O tempo foi 1m46s08. A prata ficou com o tcheco Martin Fuksa e o bronze com o chinês Bowen Ji.

Com o resultado, Isaquias alcançou a marca de 15ª medalha em Mundiais, distribuídas entre oito títulos, uma prata e seis bronzes. Trata-se ainda da quarta vez que ele conquista o ouro no C1 500m em campeonatos mundiais. Seu último pódio nessa competição havia ocorrido em 2022.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Estratégia e mudança de canoa

A vitória veio com planejamento. Isaquias revelou que trocou de canoa na véspera da prova. Na água, apostou em controlar o ritmo no meio do percurso para ter energia na reta final.

“Foi pegado, tinha muito vento, ontem mudei a canoa”, disse o atleta. “Foi uma estratégia boa, tentei acertar minha saída, consegui botar um ritmo bom, coloquei um ritmo mais tranquilo para descansar porque precisaria de energia no final para ser explosivo.”

O plano funcionou. “Consegui o que queria, segurar um pouco e subir no final, quase dei uma desequilibrada ainda”, completou. “O bom de fazer uma prova dessa e ganhar é por ser metade do C1 1000m, sabemos que mesmo sem treinar conseguimos ganhar. Se pegar a temporada certinha, faremos os 1000m bem”, acrescentou.

Rivalidade e ranking

Isaquias não escondeu o respeito pelo adversário mais próximo. “O Fuksa é campeão mundial nessa prova também, o chinês estava bem na temporada brigando comigo prova a prova”, afirmou.

Ele também contextualizou o objetivo da competição. “A medalha que queríamos era essa do C1 500m e manter a pontuação máxima para não nos distanciarmos dos adversários”, explicou. Com o ouro, o brasileiro segue em segundo lugar no ranking mundial de canoagem.

Sobre o C1 1000m, prova mais longa, Isaquias foi direto: “A gente se preparou como dava, sabíamos que o C1 1000m seria muito difícil competir com o Fuksa, admiro muito ele pela dedicação que tem nos treinamentos.”

Foco em Los Angeles

Aos 32 anos, Isaquias já mira o próximo grande objetivo. “Estou muito feliz, campeão mundial novamente, quatro vezes campeão do C1 500”, celebrou. “É continuar treinando porque o foco é Los Angeles.”

O atleta também falou sobre os altos e baixos da carreira. “Vida de atleta é assim, um ano a gente está bem, dois anos a gente está mal. Um dia ruim, um ano ruim, não quer dizer que eu seja ruim”, disse. “Uma semana ruim não quer dizer que eu sou ruim”, reforçou.

E deixou claro que ainda tem muito pela frente. “Começo a ver a parada do Isaquías logo depois de Los Angeles, mas até lá tem muito chão ainda, muita medalha para ganhar e representar o Brasil”, afirmou.

*estagiária sob supervisão de Carolina Ferreira

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05