Jogadores iranianos da Copa do Mundo recebem vistos para entrar nos EUA, diz autoridade da Casa Branca

Documentação saiu apenas dez dias antes da estreia da seleção iraniana em Los Angeles, em meio a um conflito entre os dois países

Por Redação TMC | Atualizado em
Seleção do Irã em 29 de maio de 2026
(Foto: Umit Bektas/Arquivo/Reuters)

Os jogadores do Irã que vão disputar a Copa do Mundo receberam vistos para entrar nos Estados Unidos, disse uma autoridade da Casa Branca à Reuters nesta sexta-feira (05/06), apenas dez dias antes de sua estreia em Los Angeles, em meio a um conflito entre os dois países.

O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, afirmou na noite de quinta-feira (04/06) que a seleção ainda não havia recebido seus vistos norte-americanos, mas eles acabaram sendo concedidos durante a noite, segundo uma autoridade da Casa Branca.

Não foi possível contatar imediatamente um porta-voz da federação iraniana da Copa do Mundo para comentar o assunto.

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Teerã negociou uma mudança de última hora na base da equipe do Arizona para Tijuana, no México, devido aos problemas com os vistos e à crescente pressão no Irã para que a presença da seleção nos Estados Unidos fosse mantida ao mínimo.

A chegada da equipe a Tijuana está prevista para a manhã de domingo (06/06).

O Irã estreará no Grupo G em 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, onde também enfrentará a Bélgica antes de jogar contra o Egito em Seattle.

A guerra no Irã transformou a Copa do Mundo – maior evento esportivo global – em uma disputa geopolítica, com ambos os lados aparentemente utilizando o torneio para demonstrações políticas.

Esta é a primeira Copa do Mundo, desde sua criação em 1930, em que um país anfitrião receberá uma nação com a qual está em guerra.

Os Estados Unidos nunca disseram formalmente que não queriam que a seleção iraniana permanecesse em seu território, afirmou o embaixador Pasandideh.

No entanto, o secretário de Estado Marco Rubio disse a parlamentares na terça-feira que os EUA não permitiriam que o Irã incluísse em sua delegação para a Copa do Mundo indivíduos ligados à Guarda Revolucionária, um poderoso ramo das Forças Armadas iranianas.

Isso poderia se aplicar a vários jogadores da seleção iraniana que cumpriram o serviço militar obrigatório no grupo.

O presidente da federação de futebol do Irã, Mehdi Taj, teve sua entrada negada para o sorteio do torneio em Washington, em dezembro. Taj é um ex-comandante da Guarda Revolucionária.

O desejo do Irã de competir na Copa do Mundo ressalta seus esforços para chegar a uma resolução na guerra com Washington, disse Pasandideh.

“A participação do Irã na Copa do Mundo – mesmo em território considerado inimigo – demonstra que o Irã busca a paz”, disse Pasandideh, falando por meio de um intérprete de espanhol na embaixada iraniana na Cidade do México.

O progresso nas negociações de paz entre o Irã e os EUA tem sido lento, com ambos os lados aparentemente caminhando a passos lentos em direção a um acordo provisório, mesmo enquanto continuam realizando ataques militares.

Por Emily Green, da Reuters

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