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Correspondente na Europa, Marina Izidro cobre os principais desdobramentos políticos e econômicos do Reino Unido e da União Europeia. Uma análise refinada sobre como os eventos globais reverberam no Brasil.

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Jogos Paralímpicos de Inverno: Atletas russos retornam à competição

Cerimônia de abertura da competição será nesta sexta-feira (6/3)

Por Marina Izidro | Atualizado em
Símbolo Jogos Olímpicos de Inverno e Jogos Paralímpicos de Inverno
Câmera Fotográfica Os Jogos Paralímpicos de Inverno começam nesta sexta-feira (6/3) (Foto: REUTERS/Claudia Greco)

A geopolítica internacional volta a ocupar o centro dos debates nos grandes eventos esportivos. Desta vez, o palco é a Itália, onde se iniciam os Jogos Paralímpicos de Inverno em Milão e Cortina d’Ampezzo.

O clima de celebração esportiva, contudo, divide espaço com uma polêmica que ecoa desde o início entre a guerra entre Rússia e Ucrânia em 2022: o retorno oficial de atletas da Rússia e de Belarus às competições.

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Desde o início do conflito, o cenário esportivo global impôs severas sanções a essas nações e baniram os atletas de praticamente todas as competições. Não vão à Copa do Mundo desse ano, por exemplo, nem participaram dos eventos classificatórios porque estão suspensos pela FIFA.

Enquanto em edições anteriores de Jogos Olímpicos vimos representantes desses países competindo sob bandeira neutra, sem hinos ou uniformes nacionais, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC), presidido pelo brasileiro Andrew Parsons, decidiu encerrar o banimento para este evento.

Ele explicou que o motivo do banimento original não foi o conflito em si, mas o esporte ser usado como propaganda de guerra, algo que, segundo ele, não está acontecendo com tanta frequência agora.

É claro que temos que levar em consideração que não está acontecendo, porque esses atletas quase não estão competindo. A tendência é que no futuro isso volte, porque é isso que líderes gostam de fazer, principalmente de nações autoritárias, o chamado soft power. Usar esse sucesso esportivo como propaganda do seu próprio país.

A decisão permite que seis atletas russos e quatro belarussos desfilem com suas bandeiras e compitam sob seus uniformes oficiais. Os atletas vão desfilar na cerimônia de abertura nesta sexta (6/3) com suas bandeiras.

Este cenário reacende alguns debates. Questiona-se a validade de punir atletas individualmente por ações de seus Estados. Se as organizações esportivas decidissem suspender todos os atletas de países envolvidos em conflitos ativos, não vai sobrar quase ninguém.

Além das tensões diplomáticas, a organização enfrenta desafios logísticos práticos. Relatos indicam que diversos atletas enfrentaram dificuldades para chegar à Itália devido ao fechamento do espaço aéreo em várias regiões do Oriente Médio, reflexo direto dos atuais ataques no cenário internacional.

Os Jogos Paralímpicos começam hoje e vão até domingo, no dia 15 de março.

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