- A atuação da arbitragem no jogo entre Corinthians e Flamengo
- O pedido foi feito diretamente ao presidente da Comissão de Arbitragem da CBF
- Após a partida, Marcelo Paz fez questão de se posicionar.
A atuação da arbitragem no jogo entre Corinthians e Flamengo, na Neo Química Arena, foi muito ruim e voltou a gerar revolta dentro do clube. O jogo terminou empatado por 1 a 1. Não é um episódio isolado, e talvez esse seja o ponto mais preocupante de todos.
Antes mesmo da partida, o Executivo de Futebol do Corinthians, Marcelo Paz, já havia se manifestado internamente contra a escalação do árbitro. O pedido foi feito diretamente ao presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, justamente pelo histórico do profissional em jogos do Corinthians, marcado por erros importantes. Ainda assim, o alerta foi ignorado.
Durante a partida, a condução do jogo seguiu uma linha confusa. Após a expulsão, discutível, do volante Everton Araújo, do Flamengo, o árbitro claramente mudou o critério. Passou a inverter faltas, deixar de marcar infrações a favor do Corinthians e conduzir o jogo dentro de uma lógica de compensação.
O problema é que esse tipo de postura costuma desorganizar completamente a partida. Em vez de simplesmente aplicar a regra, o árbitro começa a “equilibrar” decisões — e isso quase sempre termina mal. Foi o que se viu ontem.
O lance mais grave aconteceu no segundo tempo. Um pênalti claro em cima do volante André não foi marcado. Um lance que, em condição normal, dificilmente passaria batido. E esse tipo de erro pesa diretamente no resultado.
No fim, o Corinthians saiu prejudicado. E, curiosamente, a expulsão do adversário acabou atrapalhando mais do que ajudando. Com a arbitragem descontrolada, o jogo ficou completamente distorcido. Era melhor ter 11 contra 11 e um árbitro apitando normalmente.
Após a partida, Marcelo Paz fez questão de se posicionar. Disse que o clube já havia alertado sobre a escalação e voltou a cobrar critérios mais claros da arbitragem, reforçando que o Corinthians não pode seguir sendo prejudicado por decisões desse tipo.
O problema é que, no futebol brasileiro, esse tipo de manifestação raramente muda alguma coisa. E o torcedor já sabe como isso funciona. Reclama hoje, protesta amanhã… e corre o risco de ver o mesmo árbitro escalado novamente na próxima rodada.