Luis Enrique se recusa a comentar caso de racismo contra Vinicius Júnior

Perguntado sobre o assunto em coletiva, técnico do PSG afirmou apenas que não tem “nada importante” a dizer

Por Redação TMC | Atualizado em
Um homem de pele clara e cabelos curtos grisalhos aparece em um plano fechado, com os olhos fechados e a mão cobrindo parte do rosto em um gesto de cansaço ou frustração. Ele veste uma peça de roupa azul. Ao fundo, há um painel desfocado com logotipos de patrocinadores e competições esportivas.
(Foto: REUTERS/Benoit Tessier)

O técnico espanhol Luis Enrique, do PSG, falou em entrevista coletiva que não tem “nada importante a dizer” sobre o caso envolvendo Vinicius Júnior, do Real Madrid, e Gianluca Prestianni, do Benfica. O atacante brasileiro acusou, durante a partida entre os dois clubes pela Champions League, o argentino de atacá-lo com insultos racistas.

A jornalista Clara Albuquerque, correspondente da TNT Sports em Paris, perguntou durante a coletiva se Luis Enrique ou algum outro integrante do PSG havia abordado o assunto de alguma forma internamente, visto que ele “pautou a semana” no futebol europeu. Após a pergunta, o treinador, visivelmente incomodado, deu de ombros, permaneceu em silêncio por alguns segundos e respirou fundo em tom exasperado antes de responder.

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“O que eu posso dizer sobre esse assunto… não é nada importante”, disse Luis Enrique.

A fala do técnico viralizou nas redes sociais, com muitos entendendo que Luis Enrique estava minimizando o caso ou até mesmo inferindo – de forma equivocada – que ele havia dito que o racismo no esporte, de forma geral, não é um assunto importante.

Clara Albuquerque se manifestou em suas redes sociais sobre o tema, publicando o trecho em questão da coletiva e adicionando que discorda do treinador sobre a suposta “desimportância” da sua opinião.

“Luis Enrique entende que o que tem a dizer sobre o caso de racismo sofrido por Vini Jr. não é importante”, recapitula a jornalista na publicação. “Discordo. Não foi à toa que perguntei. O que um dos melhores técnicos da atualidade, num clube como o PSG, com o holofote que isso traz, tem a dizer sobre o tema importa sim”, completou.

O Paris Saint-Germain – principalmente em tempos recentes – conta com um elenco etnicamente diverso, do qual fazem parte múltiplos jogadores negros de nacionalidades distintas; como é o caso de Ousmane Dembélé, Désiré Doué, Marquinhos ou Willian Pacho, por exemplo.

Histórico de silêncio em casos envolvendo racismo

Com a nova declaração do treinador espanhol em evidência, internautas não perderam tempo em “ressuscitar” um incidente similar que ocorreu quando Luis Enrique era técnico do Barcelona, em 2016. Na ocasião, o atleta Neymar havia sido vítima de cantos racistas vindos da torcida do Espanyol, rival da equipe grená, em partida que acabou em 0x0.

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Em coletiva após a partida, Luis não quis falar sobre o caso, mesmo com a repercussão dentro e fora de campo. O treinador disse que “apenas o que acontece no campo” o interessava, e que “se começo a dar opiniões, sou atacado de todos os lados – até quando não opino, sou atacado por todos os lados”.

A UEFA apura o incidente envolvendo Vinicius Júnior e Prestianni. O atleta e o Benfica negam as acusações. Imagens de torcedores do Benfica imitando macacos quando Vini se aproximava durante o jogo também estão sob análise.

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