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No jornalismo esportivo desde 2004, Ivan Drago acumula passagens por grandes veículos de comunicação. Com coberturas de três Copas do Mundo e duas Copas América, traz para a TMC uma vasta experiência em competições nacionais e internacionais, consolidada por 15 anos de atuação como setorista do São Paulo Futebol Clube.

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Mais poder, menos resultado: o retrato da gestão do São Paulo

Sob comando de Rui Costa, clube acumula decisões questionáveis e segue sem evolução dentro e fora de campo

Por Ivan Drago | Atualizado em
(Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC)

A gestão do futebol do São Paulo atravessa um dos períodos mais contestados dos últimos anos e, o principal alvo das críticas tem nome: Rui Costa. Diretor executivo do clube desde o início da gestão de Júlio Casares, ele foi contratado com a missão de profissionalizar o departamento, organizar o mercado de transferências e elevar o patamar esportivo da equipe. Até aqui, os resultados práticos levantam dúvidas sobre o sucesso desse projeto.

A promessa de modernização dá lugar a desorganização. Dentro de campo, o São Paulo Fvive uma montanha-russa, com raros picos de alegria, como as conquistas do Campeonato Paulista de 2021, da Copa do Brasil de 2023 e da Supercopa de 2024.

Mas, sem qualquer sinal consistente de evolução. Fora dele, os problemas se acumulam: contratações caras e fora da realidade financeira atual, pendências com jogadores, estrutura defasada e um número elevado de lesões que expõe fragilidades internas.

Mesmo nesse cenário, Rui Costa teve seu contrato renovado e recebeu aumento salarial ao fim da última temporada. Justo?

O início de 2026 trouxe ainda mais poder ao dirigente. Com a mudança na presidência e a chegada de um novo comando, ele ganhou autonomia para decidir. A primeira delas foi a mais polêmica: a demissão de Hernán Crespo, que liderava a equipe, para a contratação de Roger Machado, nome que já chegou sob forte rejeição.

A troca levanta questionamentos não apenas pelo timing, mas pelo discurso. Crespo foi criticado internamente por estabelecer como meta os 45 pontos, número associado à luta contra o rebaixamento. A dúvida que se impõe agora é: com Roger, o São Paulo passou, de fato, a brigar por títulos?

A equipe perdeu a liderança e segue acumulando desempenhos irregulares. Além disso, a gestão de bastidores também é contraditória. A liberação de dias de folga após derrotas marcante, inclusive contra o Palmeiras, evidencia a falta de coerência em alguns critérios.

A diferença para o rival, aliás, só aumenta. O Palmeiras consolidou uma estrutura profissional em todos os níveis, com destaque para a base, comandada por Paulo César Sampaio, e investimentos robustos em formação e infraestrutura. Do outro lado, o São Paulo vê seu histórico Centro de Treinamento de Cotia perder protagonismo, enquanto enfrenta problemas estruturais e administrativos.

A saída de profissionais, como o técnico de base Allan Barcelos, para o próprio Palmeiras, escancara outro problema crônico: a dificuldade do clube em cumprir acordos. É um sintoma de um local que, hoje, oferece menos segurança e perspectiva de crescimento do que seus concorrentes diretos.

Sob a atual gestão, o São Paulo não apenas falha em reduzir a distância para o Palmeiras, como vê essa diferença aumentar dentro e fora de campo. Falta organização, coerência e, principalmente, um projeto sólido.

O diagnóstico é claro: o clube precisa de um choque de gestão. Mais do que mudanças pontuais, o São Paulo exige uma reestruturação profunda, baseada em profissionalismo, responsabilidade financeira e competência técnica. Hoje, o SPFC vive de seu passado histórico e vitorioso.

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