Um maqueiro da Ferroviária foi expulso de campo após chamar a zagueira Sarah Aysha, do São Paulo, de ‘biscate’ durante atendimento médico na partida válida pela semifinal do torneio nacional feminino da categoria de base. O caso ocorreu na noite de quarta-feira (20/05) e gerou repercussão imediata.
A árbitra Talita Ximenes de Freitas acionou o protocolo contra racismo e misoginia após ser informada sobre as ofensas. O profissional foi retirado do gramado em meio a confusão.
Sarah Aysha detalhou o episódio em entrevista. “A gente está numa categoria de base. A gente está aqui para aprender e, num momento daquele, o cara me mandar tomar no c… e me chamar de biscate, é inadmissível”, afirmou a atleta ao Sportv.
A zagueira destacou o impacto emocional da situação. “A gente está treinando todo dia, o ano inteiro treinando longe da família para chegar um cara e me chamar de biscate fora do campo. É inadmissível.”
A jogadora deixou o gramado de maca nos minutos finais da partida. Segundo relatos, ela passou mal no banco de reservas após o ocorrido.
O clube araraquarense divulgou nota oficial repudiando a atitude do profissional. A Ferroviária anunciou que vai apurar internamente o caso, mas não detalhou quais medidas serão adotadas.
A postura do time da casa foi de distanciamento imediato da conduta do maqueiro.
O São Paulo também se manifestou oficialmente. O clube tricolor ofereceu suporte à Sarah Aysha e reforçou o compromisso com o combate à discriminação no esporte.
Companheiras de equipe como Julia Vaini, Tays e Vi Barreto demonstraram solidariedade à zagueira após o episódio.
Apesar do clima tenso, o São Paulo venceu a partida por 4 a 2. Com o resultado, o time paulista garantiu vaga na decisão do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20 com placar agregado de 5 a 4.
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