O Conselho Deliberativo do Santos definiu, na noite desta quinta-feira (28), a manutenção das regras atuais do Estatuto relacionadas aos critérios para candidatura à presidência do clube. Os conselheiros rejeitaram a proposta da Comissão do Estatuto que sugeria a exigência de mandatos prévios no Conselho para que um associado pudesse disputar a presidência.
Após a decisão, o presidente Marcelo Teixeira reforçou publicamente sua posição favorável à manutenção das regras atuais e negou qualquer tentativa de restringir a participação política dos associados.
“Eu já havia me posicionado contra a mudança dos prazos para a participação dos sócios na política do Santos. Sou favorável à manutenção dos três anos para que o associado possa votar para presidente e dos cinco anos necessários para se tornar conselheiro. Para concorrer à presidência, respeito os que prefiram que o sócio tenha um ou dois mandatos no Conselho, mas acredito que 10 anos no quadro associativo, como é hoje, são também suficientes para demonstrar um certo vínculo com o clube. Essa sempre foi a minha posição sobre esses itens e artigos que foram discutidos no novo Estatuto”, afirmou o presidente.
O mandatário também destacou que a condução do processo estatutário é de responsabilidade do Conselho Deliberativo e da Comissão do Estatuto, formada pelos próprios membros do órgão.
“Esta é uma matéria conduzida pelo Conselho Deliberativo e pela Comissão do Estatuto, que foi formada e eleita pelos próprios membros do Conselho. Nos últimos dias, surgiram acusações de que eu estaria tentando dar um golpe, de querer perpetuar lideranças no poder ou, pior, impedir que novos nomes apareçam na política do clube. Jamais defenderei qualquer medida que vá contra a renovação, a democracia e a participação dos associados na vida do Santos”, declarou.
O presidente santista ainda relembrou iniciativas defendidas por sua gestão para ampliar a participação dos associados nas decisões do clube.
“Uma das nossas propostas de campanha foi justamente ampliar a participação dos associados, levando ao Conselho Deliberativo temas como o voto para todos os sócios, sem restrições, além da discussão sobre a implementação da SAF. E, quando fui presidente do Conselho, todos falavam que eu era contra o voto virtual e que nunca seria implementado. E ele foi colocado em prática justamente na minha gestão. Estou usando esses exemplos para ressaltar a importância de juntos nos dedicarmos ao Santos, com propostas e debates construtivos, e não com acusações”, completou.
Na primeira reunião, foi debatido e aprovado pelo Conselho Deliberativo o capítulo relacionado à Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O texto aprovado amplia o limite de participação societária em eventual operação futura, permitindo percentual de até 80%, em substituição ao limite anterior de 49%.
Para auxiliar na revisão desse capítulo e promover as adequações jurídicas necessárias, a Comissão do Estatuto contratou o advogado Rodrigo Monteiro de Castro, um dos autores da Lei da SAF no Brasil.




