O Corinthians vive um momento de transição e escolhas difíceis. Com uma dívida acumulada que beira os R$ 3 bilhões, a nova gestão do presidente Osmar Stábile definiu como prioridade absoluta o saneamento financeiro e a quitação de débitos pendentes, especialmente aqueles que podem resultar em um novo transfer ban (punição da FIFA que impede o clube de registrar novos jogadores).
Para cumprir o orçamento apresentado aos conselheiros, o Corinthians precisa arrecadar cerca de R$ 120 milhões com a venda de atletas ainda em 2024. André, Breno Bidon e Matheuzinho são vistos como ativos valorizados no mercado europeu e devem ser negociados na janela de transferências do meio do ano.
Embora a saída dessas jovens promessas enfraqueça o elenco tecnicamente, a diretoria e os comentaristas esportivos avaliam que “não há escolha” diante do cenário de endividamento. A venda é necessária para garantir a sobrevivência financeira imediata do clube.
Criatividade no mercado: reforços de baixo custo
A estratégia para manter o time competitivo em competições como o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Libertadores passa pela figura de Marcelo Paz. O executivo terá a missão de utilizar a “gestão criativa” para repor as peças que sairão.
Os principais pontos dessa estratégia são:
- Contratações pontuais: A chegada prevista de quatro a cinco novos jogadores no meio do ano.
- Baixo investimento: busca por atletas em fim de contrato ou de clubes menores (como os casos bem-sucedidos de jogadores vindos do Mirassol para outros grandes clubes).
- Foco no perfil técnico: Encontrar jogadores que entreguem rendimento imediato sem comprometer o fluxo de caixa.
A comissão técnica liderada por Dorival Júnior terá o desafio de remontar o meio-campo e a defesa no meio da temporada. O objetivo é evitar que o Corinthians se torne um “figurante” nas competições de mata-mata, mantendo uma equipe “minimamente competitiva” mesmo com a perda de seus principais talentos juvenis.
