Martínez explica ausência e diz manter contato com o Corinthians

Volante afirma que impasse com passaporte atrasou reapresentação, garante alinhamento com diretoria e comissão técnica e diz trabalhar para retornar ao Timão o quanto antes

Por Felipe Cerqueira | Atualizado em
José Martínez, jogador venezuelano do Corinthians
(Foto: Rodrigo Coca / Ag.Corinthians)

O volante José Martínez, do Corinthians, veio a público para esclarecer os motivos de sua ausência no início da temporada 2026. Em nota oficial, o jogador explicou que enfrenta dificuldades para renovar o passaporte em razão da instabilidade política recente na Venezuela, o que impede, neste momento, a regularização de seu visto de trabalho e, consequentemente, sua atuação pelo clube e viagens internacionais.

O Corinthians retomou as atividades no dia 3 de janeiro, com reapresentação no CT Joaquim Grava. Dos 33 jogadores do elenco, 25 estiveram presentes no primeiro dia de trabalho, enquanto oito atletas não participaram das atividades iniciais, entre eles Martínez.

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Segundo o jogador, a situação é de conhecimento da comissão técnica e da diretoria, com quem mantém contato frequente. Martínez reforçou o vínculo com o clube, destacou o desejo de estar com o grupo desde o começo do ano e afirmou que trabalha para resolver a pendência o quanto antes.

Após o clássico contra o São Paulo, no último domingo (18), o técnico Dorival Júnior comentou o caso e ressaltou a necessidade de o atleta recuperar a melhor condição dentro do ambiente do elenco. “Ele [Martínez] tem que buscar uma recuperação dentro do nosso próprio grupo para que ele possa ter a confiança em poder retornar em sua melhor condição”, afirmou o treinador.

Confira abaixo a nota oficial de José Martínez:

“Escrevo essa nota para me posicionar a respeito das diversas matérias que estão sendo veiculadas no Brasil a meu respeito.

Inicio explicando: sou venezuelano e, recentemente, meu país passou por um processo de ruptura inesperada no Governo. Isso, é claro, dificulta o acesso a serviços básicos prestados pelos órgãos da Venezuela, o que vem atrasando a possibilidade de renovação de meu passaporte.

Além de ser um documento de viagem, meu passaporte é o que me dá direito a atuar no Brasil, com meu visto de trabalho, e viajar internacionalmente para defender a camisa do Corinthians.

Sou um empregado do Corinthians, clube que defendo com toda a minha raça e amor, time pelo qual eu subo aos gramados mesmo quando as dores me afastariam dele. Estaria muito mais feliz se tivesse iniciado a temporada junto aos meus companheiros, treinando, defendendo essas cores e ajudando o Timão a conquistar vitórias e títulos. Mas por motivos já explicados, hoje eu não consigo fazer isso.

Deixo claro que a comissão técnica e diretoria do Corinthians têm total ciência de todos os passos que estou tomando, por meio de contatos frequentes e sempre respondidos por mim.

Espero que essa situação seja regularizada logo. Sinto falta do “Bando de Loucos” gritando na Neo Química Arena lotada. Em breve estarei de volta a fazer o que mais amo por esse gigante clube.

Nos vemos logo!”

Leia mais: Técnico do Corinthians se irrita com demora de Martínez na Venezuela

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