O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do promotor Cassio Conserino, solicitou à Ernst & Young (EY) o relatório da auditoria feita no Corinthians em 2024, mas que, dois anos depois, ainda não foi divulgada pelo clube. A informação foi apurada pelo repóter da TMC Marco Bello.
O pedido ocorre em meio às investigações para uma possível solicitação à Justiça por uma intervenção judicial no Parque São Jorge. Cassio Conserino também vem sendo o responsável por investigar os gastos das gestões de Andrés Sanchez (2018 a 2020), Duilio Monteiro Alves (2021 a 2023) e Augusto Melo (janeiro de 2024 a maio de 2025) no Corinthians.
Além deste relatório, o Corinthians ainda não enviou a ata da reunião do Conselho Deliberativo que supostamente afastou Romeu Tuma Júnior da presidência do cargo na última segunda-feira (23/03). A promotoria acredita que o ato convocado por Osmar Stabile feriu o Estatuto e o Regimento interno do clube.
A auditoria da Ernst & Young, uma das maiores empresas do ramo em todo o mundo, foi encomendada e feita no início de 2024 a pedido de Augusto Melo para revisar diversos contratos feitos pela gestão anterior. À época, o então presidente prometeu divulgar o documento com supostas irregularidades na “semana da transparência”, que nunca ocorreu.
Depois, em 2025, descobriu-se que o Corinthians nunca pagou o R$ 1 milhão cobrado pela EY para produzir o relatório. Já sob comando de Osmar Stabile, o clube depositou o valor. Ainda assim, o relatório nunca veio a público.




