A Mercedes defendeu a legalidade de seu motor para a temporada 2026 da Fórmula 1 e rebateu questionamentos de equipes concorrentes sobre uma suposta brecha no regulamento técnico. Toto Wolff, chefe da escuderia alemã, afirmou nesta segunda-feira (2/2) que o propulsor está em conformidade com as normas da FIA e criticou rivais por levantarem dúvidas sobre a solução desenvolvida pela equipe.
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A polêmica envolve a “taxa de compressão geométrica” dos motores, aspecto que foi modificado no novo regulamento para 2026. A Mercedes teria encontrado uma maneira de aumentar essa taxa quando o carro está em movimento na pista, o que poderia gerar uma vantagem de aproximadamente 0,3 segundos por volta.
O regulamento da F1 para 2026 estabelece uma taxa de compressão máxima de 16 para 1, redução em relação à proporção de 18 para 1 permitida até 2025. O ponto central da discussão está no método de verificação dessa taxa, que é realizado com o veículo parado e em temperatura ambiente.
A Mercedes e a Red Bull teriam desenvolvido uma solução que faz com que os materiais dos cilindros se expandam com o aumento da temperatura durante a corrida. Essa expansão elevaria a taxa de compressão além do limite quando o carro está em movimento, explorando uma área não explicitamente proibida nas regras.
“É legal e é o que diz o regulamento”, declarou Wolff durante o evento oficial de lançamento do W17. O dirigente austríaco afirmou que o presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, já atestou a conformidade da unidade de potência Mercedes.
Ferrari, Audi e Honda solicitaram esclarecimentos à FIA sobre a legalidade da solução encontrada pela Mercedes. As equipes concorrentes enviaram comunicações ao órgão regulador questionando a interpretação do regulamento.
Em resposta às críticas, Wolff comentou: “Talvez vocês queiram achar desculpas antes mesmo de terem começado, para justificar porque as coisas não estão bem”. O chefe da Mercedes também criticou o que chamou de “cartas secretas” enviadas por concorrentes à FIA.
“Eu não consigo entender o motivo de algumas equipes se concentrarem mais nas outras e ficarem argumentando sobre um caso que é muito claro e transparente. A comunicação com a FIA foi sempre muito positiva, e não só sobre a taxa de compressão, mas em outras coisas”, afirmou Wolff durante a entrevista coletiva.
Segundo o site especializado “The Race”, a FIA e as equipes da Fórmula 1 agendaram duas reuniões para esta semana com o objetivo de debater o tema. A primeira delas ocorre hoje, coincidindo com o lançamento oficial do W17.
O órgão regulador precisará decidir se altera o regulamento para fechar essa “área cinzenta” ou se mantém as regras como estão, permitindo que as equipes explorem essa brecha técnica.
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A Mercedes já demonstrou o potencial de seu carro nos testes realizados em Barcelona. A equipe completou 500 voltas com seus pilotos George Russell e Andrea Kimi Antonelli, apresentando boa confiabilidade.
