Adeniyi Mobolaji Kayode, motorista do boxeador britânico Anthony Joshua, foi acusado pela polícia nigeriana de homicídio culposo por direção perigosa. O acidente ocorreu em 29 de dezembro na rodovia Lagos-Ibadan, no sudoeste da Nigéria, resultando na morte de dois membros da equipe do pugilista. O condutor de 46 anos enfrenta múltiplas acusações relacionadas ao incidente.
Além da acusação principal, Kayode foi indiciado por dirigir sem carteira de habilitação válida e por “dirigir sem o devido cuidado e atenção, causando danos corporais e materiais”. Ele deverá comparecer ao tribunal no dia 20 de janeiro.
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Segundo a Corporação Federal de Segurança Rodoviária da Nigéria, o acidente aconteceu porque o veículo trafegava “além do limite de velocidade legalmente prescrito“. O SUV Lexus colidiu com um caminhão carregado de soja que estava estacionado ilegalmente no acostamento da rodovia, a aproximadamente 48 quilômetros de Lagos.
O treinador pessoal Latif Ayodele e o preparador físico Sina Ghami, ambos com 36 anos, morreram no local. Joshua, também com 36 anos, sobreviveu com ferimentos leves. De acordo com as informações, o pneu do lado do passageiro estourou durante uma tentativa de ultrapassagem, causando a colisão.
O acidente aconteceu apenas dez dias após Joshua celebrar sua vitória contra o youtuber Jake Paul nos Estados Unidos. Antes do incidente, o ex-campeão mundial dos pesos-pesados estaria se preparando para retornar ao ringue no início deste ano.
Kayode, membro de longa data da equipe do boxeador, recebeu fiança estipulada em 5 milhões de nairas (equivalente a £2.580), mas permanecerá sob custódia até que cumpra as condições estabelecidas. Após o acidente, ele foi levado ao hospital Lagoon em Ikoyi, onde ficou em observação por dois dias.
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Joshua e sua mãe prestaram homenagens aos amigos do boxeador na funerária após o incidente. O governo do estado de Ogun emitiu um comunicado informando que “Anthony Joshua e outro passageiro foram imediatamente evacuados para uma instalação médica especializada em Lagos. Após avaliações clínicas abrangentes, os médicos confirmaram que ambos os pacientes estão estáveis e não necessitam de qualquer intervenção médica de emergência neste momento. Uma equipe médica completa foi montada e continuará a monitorá-los de perto.”
